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Em uma certa altura da vida a gente descobre que as coisas mais óbvias doem mais do que as que a gente nem esperava. Nenhuma felicidade pode ser completa. Essa é uma das verdades mais óbvias e doloridas. E o que dizer quando abrimos mão de uma felicidade que nos completa em nome da felicidade de uma outra pessoa ?
Para quem acha que essa é uma escolha de quem tem medo de ser feliz, acredite, não é. É o significado do amor mais puro.

Abrir mão da felicidade dói, claro que dói. Dói por saber que a dor não passa. Aliás, dói saber que nenhuma dor passa. Certas dores só adormecem. Há dores que caem no sono eterno. Em compensação, outras despertam tão facilmente que dá medo de ligar a luz. A pior, sem dúvida, é viver aquela que tem insônia, que não descansa e nem prega o olho. É a dor constante, aquela que potencializa a nossa impotência e é tão irreversível quanto a nossa incapacidade para lidar.

A esta altura da vida descobri que não existem músicas para ninar dores eternamente constantes.

Paradoxo

Quando eu quis o amor ele não apareceu, aliás me ignorou com um silêncio ensurdecedor. Aí eu achei que havia crescido, que era dona das rédeas, que tinha o controle absoluto e poderia traçar o que eu quisesse. Nada disso. Obviamente, para pensar assim, eu não tinha crescido porcaria nenhuma. A vida foi lá e me deu uma chacoalhada, um susto e uma segunda chance. Sabe lá o por quê de ter uma segunda chance, porém eu tive.

Desapegada e completamente decidida eu não mais esperar o amor ou ir em busca de. Planejei, mas nada do que eu havia imaginado aconteceu do jeito que eu havia desejado e desenhado. Aconteceu de uma forma bem melhor. Terceira chance? Sei lá. Abracei as incertezas e segui o que não tracei.

De lá pra cá devo ter tido 759 milhões de novas chances e muitas agarrei, aproveitei, me esbaldei e lambi os beiços. Quebrei a cara também. O que tracei, não aconteceu e, quando não vi o lado bom, me frustrei.

Atualmente, uma das questões que tento lidar é tão confusa e, ao mesmo tempo, tão clara que, sinceramente, tenho preguiça de entender. A questão me deixa confusa, me deixa feliz, me deixa extremamente angustiada e aliviada. Bancar a adolescente noiada e rebelde não dá, porque na altura do campeonato vai parecer no mínimo patético. Além do mais, não sou adolescente. É, é patético, não disse? Mas eu também não consigo bancar a cabeça aberta e suuuuuper entender. O paradoxo me dá muita preguiça.

Eu sou um paradoxo, mas quem não é?

A Guna

Ela sempre foi muito disciplinada, estudiosa, caprichosa e responsável. Minha mãe não poderia ter menos orgulho de uma filha como ela, afinal espera-se da filha mais velha, em geral ou na teoria, que ela seja o exemplo para os mais novos. A Dri sempre foi.

Seus cadernos vinham decorados com sua letra grande, redonda e cheia de caprichos para ninguém botar defeito. Estudiosa como ela, eu não conheci ninguém. Nas vésperas das provas deixava todo mundo lá de casa louco. Acendíamos velas, rezávamos, pedíamos a calma para ela vencer o desespero e fazer a prova tranqüila, já que as apostilas ficavam manchadas pelas suas lágrimas. Quando ela chorava a gente tinha a impressão que ela faria a pior das provas e, consequentemente, teria um dos piores resultados. Mas no final tudo dava certo e ela sempre tirava notas máximas. Tínhamos vontade e esganá-la e não parabenizá-la. Era sempre assim. Prova era sinônimo de muito estudo, choro e velas. E notas altas.

Por ser a mais velha, a Guna sempre me ajudou em matérias que eu “perigava” e me ajudava nas lições de inglês, já que tinha anos de estudo na minha frente.

Foi ela quem me ensinou a ver as horas. Isso porque eu precisava falar as horas em inglês, mas para isso, era – obviamente – necessário saber responder a tão medonha pergunta: que horas são? Ela, então, pegou uma tampa de uma caixa de sapato, desenhou os números em um círculo e inseriu dois ponteiros móveis. Pacientemente me explicou que o menor apontava as horas e o menor os minutos. Foi bem difícil pra mim, porque eu ainda não havia tido aulas de tabuadas, portanto como saber o tal do 5,10, 15, 20…? Imagina a paciência que a criatura teve que ter comigo. Primeiro me ensinou a tabuada, depois as horas e depois como dizer isso tudo em inglês. Claro que eu queria morrer e achava que o mais fácil seria mesmo andar sem relógio.

Como qualquer dupla e irmãs que se prezem, brigávamos por motivos cretinos e banais. Não me lembro no momento de nenhum específico, mas tínhamos arranca-rabos bem dignos. Daqueles de gritar, de puxar cabelo, de fechar a cara, de jogar coisas uma da outra no chão etc, etc, etc, mas nada fora do comum. A única coisa que lembro na verdade era que eu me vingava, durante as brigas, dando muito soco no urso dela, o Blau Blau, aquela coisa fedida que ela tinha, hahaha.

A gente sempre dividiu o quarto e só deixamos de fazer isso quando ela saiu de casa. Óbvio que a minha bagunça a deixava louca e que eu queria matá-la quando ela ligava a luz na minha cara para escolher a roupa para trabalhar. Mas quando eu entrei na fase do medo, lá pelos meus 10/11 anos, era ela quem me acompanhava até o banheiro, ia comigo à cozinha buscar água e me deixava juntar as nossas camas para eu poder dormir grudada nela.

E apesar de ser esse poço de disciplina, quase militar, a Dri sempre foi muito, mas muito divertida. Inventava brincadeiras tão sem nexo que é impossível não registrar. Um exemplo: sanduíche de gente. A maluca inventou que eu, meu irmão e os meus primos Luiz Carlos e Ana Luiza deveríamos deitar em um colchonete para ela nos transformar em um saboroso lanche. A gente entrava na dela e obedecíamos. Deitávamos de bruços no meio do colchonete e ela dobrava a parte que sobrava sobre nós, que ficávamos apenas com os pés e as cabeças para fora. Como era o preparo do lanchinho? Ela pulava em cima da gente, óbvio! Era a maior festa, porque ela dizia, entre gargalhadas: essa salsicha aqui tá estranha e precisa ser triturada mais um pouquinho! Ela tinha umas ideias bem questionáveis como eu já disse aqui, mas isso não vem ao caso porque hoje é um dia bem especial.

Também foi ideia dela o diálogo do idioma que não existe. E pensa que éramos crianças? Nã na ni na nã. Tínhamos uns 20 e poucos anos e do nada ela perguntava: verishinakoviski? E eu respondia: sim, kansblesgastam. E ríamos até ficar com dor no estômago, chorar de rir e quase fazer xixi nas calças. É ainda muito comum falarmos assim, rá!

Ela sempre amou sorvete de flocos, bolo de nozes e das músicas do Lulu Santos. Lembro que ela montou uma pasta de dar inveja a qualquer um com todas as matérias, notas e fotos publicadas sobre o último romântico.

Foi sempre delicada, chorona e…fresca. Nossa, ela nunca tirava o lixo e jamais ia à padaria comprar pão e eite. Guna chata! E sempre foi nóia. Ela demorava horas para se arrumar e perguntava horas se estava bom, se o cabelo estava legal, se o sapato combinava, se isso, se aquilo.

Chata, nóia, fresquinha, patricinha e perfeitinha, a Guna é a melhor irmã do mundo. Amorosa, carinhosa, engraçada, divertida e generosa. Foi ela quem pagou a mensalidade do meu 3 colegial inteirinho só para eu concluir os estudos em um bom colégio e ao lado das minhas amigas. Foi com ela que eu me esbaldei na Disney…Ela foi uma das que não arredou o pé quando eu operei e precisei de ajuda no hospital, no banho, no cuidado com o curativo. Sempre muito maezona, cuidou de mim como tal.

E como tal, ela é a mãe mais engraçada que tem nessa vida. Ela imita o barulho de um liquidificador de uma forma tão engraçada que eu me pego pensando: cara, da onde é que isso aí saiu? Essa pessoa é uma executiva super respeitada de uma das multinacionais mais importantes do país. Sim, eu juro por Deus que essa executiva aí brinca com suas filhas fazendo uns grunhidos super esquisitos(!).

É essa maluca aí que também me escreve cartinhas, cartões e e-mails iniciando a mensagem exatamente assim: querida Hermãn…

Ah e ela é cheia das surpresas. Duas semanas antes de eu me casar, o Frango me ligou insistindo muito para eu passar em nosso apartamento. Muito contrariada fui até lá, no meio da semana. O motivo? Coisas que só uma Guna faz por você. Ao abrir a porta daquele apartamento vazio e tomado pelo eco, me deparei com compras de supermercado feitas por ela. Era produto que não acabava mais no meio da sala. A geladeira? Cheia de guloseimas deliciosas, como o danete edição limitada sabor Sensação, o meu preferido. Tinha suco, manteiga, requeijão, ovos… Eu simplesmente não acreditava naquilo. Chorei litros abraçada ao confort, ao papel higiênico, aos produtos de limpeza, aos deliciosos biscoitos, ao macarrão, ao molho…

A Guna é assim. Não há adjetivos, só sei que Deus foi bom em colocar em meu caminho uma hermãn como ela.

Guna-lagartixa-branca, te amo mais que tudo e você sabe disso. Obrigada pelas horas dedicadas a mim, pelas horas ensinadas e por todas as horas presente ao meu lado e no meu coração.
Feliz aniversário, minha linda.
Bjs.,


Guna lagartixa branca ao lado de suas melhores criações

Carimbada

Bati o carro. Pura barbeiragem, daquelas que o inconformismo se torna infinitamente maior que o prejuízo financeiro. A cagada foi tamanha que não tem como não se sentir uma loser-cabeçuda de marca maior.

Sem contar a vergonha. Dava para ver os balões dos pensamentos saltando da cabeça de cada testemunha: “tinha que ser mulher!”; “olha que moça mais sem noção!”; “eh, dona Maria, vai pilotar fogão, porque carro não é pro seu bico!”, dentre outras que sequer quero registrar aqui.

Encostei o carro para falar com o taxista, minha vítima. O nome dele é Zezão, não por acaso, pois o cara, de tão grande, não parava de sair do carro. Era Zezão que não acabava mais. Dois metros de altura, fácil, fácil. Me olhou do alto de seu gigantismo com cara de pouquíssimos amigos. Nem preciso dizer que pedi perdão por todos os males que causei nessa e na minha vida passada. Mas quando vi o carro dele, tive vontade de dizer: amigão, não foi nada. Tá me ouvindo aí de cima, oh grandão? Não foi na – da! Nadica de nada. Passar bem e esqueça o meu pedido de desculpas.

Eu devo desculpas mesmo ao meu carro, esse sim, com o capô semi-arrebentado e pintura do pára-choque danificada. Ahá, essa é a questão. A minha pintura estava carimbada no pára-choque do carro dele. Coisa boba, mas não para o Zezão, que deve passar paninho a toda hora para ilustrar o seu carro. Vontade de sentar cinco dedos na cara do cidadão!

Tá, tá e tá. A colisão rolou por minha causa, minha culpa, toda minha e somente minha culpa. Mas convenhamos, Zezão, a Teodoro Sampaio está toda parada porque o senhor tá com essa cara de merda olhando as minúsculas pintinhas carimbadas em seu carro. Tá, já sei, pintinhas carimbadas por conta do meu descuido, todo e somente meu descuido. Anota a minha placa aí, o meu celular e me liga depois. Pode ser?

Não, não pode. Não pode porque o Zezão resolveu abrir o porta mala. Santo Deus, será que ele vai pegar um taco para resolver a questão? Nem precisa, viu meu querido. Se vc fechar a mão e fizer cabóing na minha cabeça, eu viro, no mesmo instante, tampinha de garrafa amassada e grudada no asfalto.

E lá vamos nós. Zezão resolve abrir e fechar o porta mala para ver se está tudo certo. Pediu também para eu acender os faróis do meu carro para iluminar o dele. Argh, sacoooooo! Banquei a desconfiada também e comecei a tirar fotos do carro dele. Vai saber se ele não vai aparecer com o seu Fiat Idea transformado em Fiat 147 da noite para o dia.

O impacto foi relativamente significativo, afinal ele parou e eu não. O barulho forte e seco da batida não sai da minha cabeça que, aliás, beijou levemente o volante. Não deixar o cinto um pouco folgado poderia ter evitado isso, dona Paola Del Monaco. Fica a dica, cretina.

Fui pra casa me xingando por 10 km. Tonta! Tonta! Tonta! Presta mais atenção, Paola Del Monaco! Dá para viajar um pouco menos na maionese, Paola Del Monaco? Vai pilotar fogão, vai Paola Del Monaco! O trânsito, a sua testa, o seu carro e o seu bolso agradecem.

Passei a reparar nesta merda quando me vi fragilzinha e com vontade de chorar sem motivo algum. Antes os únicos sinais eram apenas a enxaqueca insuportável e o formato do meu cabelo. Sim, o meu cabelo fica uma verdadeira porcaria na semana da TPM. A franja fica toda estrambelhada, fora do lugar, seca, mastigada, sem vida, um verdadeiro horror. Uma falta de respeito.

Anos depois passei a choramingar sem motivo e para não bancar a ridícula segurava o choro, o que resultava numa bola de basquete no meio do peito. Placar: cabelo bosta + enxaqueca + angústia profunda.

De uns tempos pra cá o quadro mudou: mensalmente me sinto uma psicopata-homicida. Sinto ganas em pegar a cabeça de um e bater na pia ininterruptamente, de preferência alternando testa, nariz e dentes – mirando-os na quina da pedra, óbvio.

E é exatamente assim que me sinto essa semana. Com enxaqueca, irritada, com vontade de cuspir em todo mundo e com a porra da franja abalando a minha dignidade. E é impressionante como tudo isso ganha uma proporção descomunal quando alguém te dá motivo. Se o mundo tivesse uma ideia, uma mísera ideia, um cacete de uma ideia do quanto a dona Del Monaco aqui está desequilibrada especificamente nesta semana, o mundo seria um pouco mais cuidadoso. Mas não. Não, o mundo é bem cruel. TAH CERTO, MUNDO, TAH CERTO!!!!

Recado de uma mulher na TPM e ferozmente ciumenta: a tua sorte é que a minha TPM acaba amanhã, porque é enorme a vontade que tenho de pegar a sua cabeça e bater na pia VÁRIAS VEZES até a vontade passar ou a força acabar. Para conhecimento: começo a musculação amanhã mesmo. Só para garantir.

Cú do Padre

Oi,
Eu abandonei esse blog por uma série de razões, mas, sinceramente e definitivamente, não será agora que irei enumerá-las ou justificá-las. O fato é que eu jamais imaginei que você seria a responsável por esta volta. Logo você que sempre, sempre e sempre foi fã – muito da suspeita – dos meus textos. Lembra a redação sobre o elefante? haha

Que coisa mais maluca, minha linda, eu estar aqui graças a você.

Em meio a um milhão de coisas, eu não consegui parar para organizar os meus pensamentos. Estou há dois dias feliz, triste, confusa e sem saber o que fazer. Terei que saber o que fazer a partir de amanhã.
Eu fiquei feliz por você se sentir tão à vontade em se abrir comigo. Juro, eu não esperava e para não te expor, prefiro te explicar pessoalmente o por quê. Também estou feliz por saber que você conseguiu ser verdadeira com você mesma, respeitar o que realmente sente e bancar uma decisão tão difícil. Difícil, porque muitas vezes fazer o que se tem vontade significa, sim, machucar alguém.

O fato não é nenhuma surpresa para mim, mas a sua atitude, sim. Foi corajosa, verdadeira e nem um pouco precipitada. Mas se você foi tão verdadeira com você e com ele, por que não com os outros? O mais difícil você já fez. Medo? Que medo bobo você tem. Sabia que destoa dessa mulher guerreira, que batalhou e fez de um tudo para criar os seus filhos da maneira mais incrível? Será que você tem a real noção do quanto eles te admiram, são gratos e te apoiam? E pode apostar: não irão apenas apoia-la. Ele também será amparado e paparicado

Que bobagem achar que um vai tomar partido do outro. São grandinhos e talvez riam da situação…por um lado, confesso, eu soube ver o lado engraçado da coisa.

….tomara que eu consiga encorajá-la a fazer isso. Mas independente do que acontecer, conte comigo, com o meu colo, com o meu apoio. Aliás, conte com um porre bancado por mim. Há um lugar com umas batidinhas muito gostosas, a gente vai se esbaldar como fizemos no final do ano! O lugar é um pouco feio…na verdade você vai achar beemmmm horrendo. Mas um dos segredos é exatamente esse.
Cú do padre, esse é o nome do barzinho, localizado atrás de onde? De uma igreja, óbvio. Rá, gostou, né? Sabia que eles servem batidas apenas de vinho e vodka? Já se animou com a do vinho, né? Eu também!!!

Saindo de lá, a gente reza uns pai-nossos e umas ave-marias só pra garantir um eventual perdão do hómi lá de cima.

Te amo demais.

Djalma Jorge Show

 Quem nunca quis voltar no tempo? Eu lembro que uma das minhas brincadeiras preferidas era me imaginar dona de uma máquina do tempo. Quando assisti ao “de volta para o futuro” enlouqueci de vez e aí, além de ter uma máquina do tempo, eu queria fazer auto escola. Com 10 anos. O objetivo era voar para o futuro, saber qual profissão eu tinha escolhido, checar se eu tinha casado e pegar os números da loto para os meus pais serem ricos e me mandarem para a Disney.

Aos 15 eu não queria saber do futuro e sim voltar ao passado para entregar o gabarito das provas. Principalmente os de química, física e matemática.

Aos 24 deu vontade de voltar no tempo para rever um rapaz por quem eu tinha me apaixonado perdidamente. Queria convencê-lo que ele faria um ótimo negócio apostando em mim. Eu já tinha carteira de motorista, mas não a máquina do tempo. Aí a vida se encarregou pelo tempo e pelo reencontro, que foi tarde demais.

Hoje, aos 35, eu ia querer voltar para curtir os bailinhos na casa do William; para ouvir novamente Djalma Jorge Show, programa da Joven Pan transmitido aos sábados; para prometer mundos e fundos para a minha mãe comprar os ingressos do show do Legião Urbana (que eu não me conformo de não ter ido); para obter os números da mega sena e poder viajar pelo mundo inteiro.

O bom é que eu não preciso voltar no tempo para dizer ao tal rapaz que ele fez um péssimo negócio em não ter apostado em mim. Isso a vida e o tempo já se encarregaram de fazer por mim. E eu sou grata pela escolha dele, caso contrário eu não seria nada do que sou e não estaria vivendo nem um décimo do que vivo hoje.