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Archive for dezembro \31\UTC 2008

Em 2009…

Eu desejo que as pessoas se apaixonem enlouquecidamente. Que seja aquele tipo de paixão que deixa a gente com cara de tonto, que faz com que metade do tempo seja pensando na pessoa e a outra metade em tudo o que se deseja fazer junto dela. Que seja aquela paixão do tipo que a gente esquece todo e qualquer tipo de problema, que faça com que a gente ria à toa, sinta frio na barriga e fique com um brilho diferente nos olhos. Que seja daquele tipo que faz com que a gente pareça meio besta, meio adolescente.

Desejo que em 2009 as pessoas possam se libertar de tudo aquilo que pesa em suas almas. Que elas parem de adiar uma decisão porque é Natal, ou porque é segunda-feira, ou porque é aniversário da mãe, ou porque é Dia dos Pais, ou porque alguém está doente ou porque ainda não é o momento. Eu espero que as pessoas se libertem daqueles que torram a paciência ou que é do tipo que precisa ter dedos para falar. Às favas as pessoas que nos faz sempre ter dedos para falar algo. Paranóica, esse tipo de gente pensa que tudo o que se diz tem uma segunda intenção ou que estamos mal intencionados. Ao invés de aprender a lidar com gente assim, espero que em 2009 as pessoas se libertem de gente chata e nóia.

Eu desejo que as pessoas parem de sentir pena de si mesmas ou de se vitimar por tudo. Eu desejo que as pessoas que batem no peito e vomitam discursinhos hipócritas tenham mais vergonha na cara e parem um pouco para pensar se têm o direito ou moral para fazer isso. Desejo que cuidem mais de suas vidas procurando algo melhor para fazer. Sexo. Façam sexo, por exemplo, bando de gente mal amada. Façam amor, façam sexo, trepem se for o caso, mas façam algo melhor do que se preocupar excessivamente com o que os outros fazem ou deixam de fazer.

Eu desejo que as pessoas parem de se agredir e parem de insistir em histórias falidas, por puro orgulho ou, pior, por comodismo, medo e desistência. E o pior dos piores: por achar que é tarde demais para recomeçar qualquer coisa.

Eu desejo que as pessoas pisem um pouco no freio no que diz respeito a sonhos que passaram a ser obsessão e que, assim, perderam a cor, o brilho, o tesão. Eu desejo que as pessoas que aprisionam, aterrorizam e fazem chantagem emocional, se tratem, se curem e vivam. Felizes, de preferência.

Eu desejo que o meu 2009 tenha sabor de M&M´s amarelos e cheiro de hortelã. Desejo que eu tenha muita saúde para ir atrás de tudo aquilo que quero e acredito. Desejo que em 2009 eu dê tantas gargalhadas, ou mais, quanto as que dei em 2008. Eu desejo  tudo de bom para mim e para todos que amo.

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Não gosto de despedidas. Ninguém gosta, eu sei, e me torno repetitiva ou, no mínimo, patética ao dizer isso. Mas o fato é que nesta época é comum também sentir aquela famigerada nostalgia, típica de final de ano, que me faz olhar pra trás e esboçar um balanço dos principais acontecimentos de 2008. É inevitável. Eu sempre faço isso nos últimos dias de dezembro. Mesmo que mentalmente, “listo” o que vivi.

E balanços também são sinônimos de despedidas…Despedir-se de 2008 é tão desconfortante quanto dizer tchau para pessoas queridas. Desde as que mudam de emprego, não fazendo mais parte de seu cotidiano, até aquelas que mudam de país, por uns meses ou por um tempo indeterminado.

Despedidas poderiam ser menos dramáticas. Poderíamos apenas dizer tchau, da forma mais natural possível, sem que ninguém sentisse aquele aperto, aquela aflição misturada com medo e seguida da pergunta “e agora?”. Poderíamos dizer tchau sem que ninguém ficasse machucado, ferido ou em estado de coma irreversível. Despedidas poderiam não ter qualquer conotação com a palavra saudade.

Por mais magnífico e fascinante que tenha sido 2008, não consigo apenas dizer “tchau, muito obrigada”. Foi mais do que isso. Bem mais. 2008 deixa histórias imortalizadas, muito aprendizado e muita saudade.

2008 foi daqueles anos que a gente carrega histórias para sempre, sem esquecer detalhe algum. Foi daqueles que nos faz ter a capacidade de sentir as mesmas sensações com um simples fechar de olhos ou com um simples aperto no “play” para ouvir a trilha sonora de tal situação. 2008 foi daqueles anos que vão passar, ficar bem pra trás, mas que será inevitavelmente inesquecível.

Foi também um ano de muitas perdas, daquelas irreparáveis. Doídas que só. Mas prefiro deixar que o tempo leve e cure.  Porque, assim como bem disse Vinícius de Moraes, o meu tempo é quando.

E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão… Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.

_ Despedida (Rubem Braga) _

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Ho Ho Ho para vocês

Uma das coisas que tenho mais saudade é a troca de cartões de Natal, daqueles que escrevíamos à mão tudo o que desejávamos a amigos e familiares. A tecnologia exterminou por completo essa tradição natalina. O que é uma pena.

Eu mesma relaxei e não enviei mais cartões de Natal via correio. Apenas pelo correio eletrônico. Ganhamos tempo e perdemos toda aquela magia.

Este ano eu quis muito enviar os cartões de Natal para muitos amigos, mas a correria e a facilidade eletrônica me venceram. Quem sabe o ano que vem eu não tome vergonha na cara e me obrigue a dedicar alguns minutos do meu dia para escrever nos velhos cartões, fechar os envelopes com a velha cola pritt (não, não vale lamber envelope!) e colocá-los na caixinha amarela dos correios.

Enquanto isso não acontece, pedi ao Erico – o cara que todos insistiam em dizer que era azedo, mas  que de limão não tem nada – para fazer o cartão abaixo. É um mico, eu sei. O Frango vai me matar, eu sei. Mas eu desejo que todos vocês tenham um Natal maravilhoso e um 2009 cheio de realizações e saúde.  E desejo estar viva após o Frango ler esse post.

Feliz ho ho ho e muitos jingle bells para vocês!!!!

 

P.S. Por alguma razão, eu não consigo postar o vídeo aqui. Portanto, peço que copiem o endereço http://elfyourself.jibjab.com/view/qSIaqgORgjNZisepI6qL     e acessem direto pela internet. Não precisa fazer download, nem nada. É só clicar no endereço e aguardar o grande show. Vale a pena, eu garanto! Tenha paciência porque, dependendo da capacidade do computador, o vídeo demora um pouquinho para abrir. Ah! Tenha cuidado, pois o vídeo tem som! hihihi

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Caro Papai-Noel,

 

Eu sei que há muito tempo não tenho idade para acreditar em você, tanto que essa singela carta não será igual as que eu costumava escrever quando era uma inocente garota. Nela não haverá pedidos e muito menos breve descrição sobre o meu comportamento. Se fui uma boa menina, ou não, me desculpe, mas isso há muito não importa, não é mesmo?

 

Aliás essa história de ser boazinha é bem relativa, né não? Pura lorota desses adultos! Se fosse assim, como o senhor me explica todos os presentes que ganhei este ano? Sou boca-suja, contei uma mentirinha por aí, desobedeci algumas pessoas mais velhas do que eu, não comi nem 1/3 das verduras e legumes que deveria e falei mal de algumas pessoas pelas costas. Ou seja, não fui nem de longe uma garota tão bacana assim para ter merecido aquele encontro, a equipe que trabalho, o marido que tenho, os amigos que estão a minha volta, as gargalhadas descontroladas que dou com a minha família, entre outras alegrias de 2008. O notebook que escrevo é uma delas. Desde que ele chegou aqui em casa, pelas mãos do Frango, eu tenho agido como a pessoa mais metida a besta que já conheci nesta vida!

 

2008 foi tão bom que eu só posso crer que isso é obra sua. Portanto, eu só tenho a agradecer.

 

Mas aproveitando aqui o nosso bate-papo, vou desabafar: o senhor bem que poderia ser uma figura real. Afinal, o que deu em meu pai para pedir de amigo-secreto um aparador de grama para cantos com fio de nylon? Que porra é essa, seu Noel? Começo a pensar que a internet é a nossa melhor figura de Noel que temos hoje em dia! Depois de dias quebrando a cabeça descobri que essa “tralha” que o italianinho inventou de pedir vendia em um shopping de animais de estimação, no setor de jardinagem. Eu jamais iria descobrir isso sem o nosso amigo google. E eu bem que gostaria de ter um trenó, porque eu parecia uma louca tentando colocar sozinha aquela caixa de mil metros quadrados dentro do pobre tatu – o meu ford Ka guerreiro. Tive vontade de socar a embalagem com o osso gigante que comprei de Natal para o Johnny, mas respirei e lembrei que estamos na época em que o espírito natalino deve reinar nos corações das pessoas.

 

Também não achei graça nenhuma em ter que ir atrás da boneca Gabriella, do High School Music. Nestas horas eu não queria ser tão legal com o Frango. Sim, ele é sempre muito legal comigo, mas foi ele quem tirou a Marina, pois então porque é que eu tive que ir atrás do presente de amigo-secreto dele, humpft? Ainda mais eu, que deixo tudo para a última hora. Ninguém nesta vida merece fazer compras de Natal em um shopping em pleno dia 20 de dezembro. O sufoco começa no estacionamento, piora nos corredores do grande centro de compras e fica insuportável ao entrar em uma loja de brinquedos. Ao sair da loja com a boneca em mãos, tive a impressão que eu tinha estado em um ring. Quando uma mulher resolveu embaçar na minha frente, tive vontade de morder a orelha dela, assim como o Tyson fez com Holyfield.

 

Não foi fácil comprar o restante dos presentes. Até porque eu não tinha a menor idéia do que comprar para a nonna, para a minha mãe e para os meus sogros. Depois de horas, encontrei algo que julgo ser um presente que a portuguesa irá gostar, porém para o meu desespero o dito cujo estava à venda em uma loja de departamento. Cacete, era só um chapéu de praia, por que é que tive que enfrentar aquela fila do Inamps?  Mas fui forte e segurei a onda, porque dona Idalina vai arrasar com o chapéu chiquérrimo que comprei para ela desfilar em suas caminhadas no Guarujá. É daqueles que parecem pertencer às madames-insuportáveis-das-novelas-das-oito. Bem batuta! Até eu fiquei com cara de bacana. E claro que vou dar uma volta com ele também, se ela deixar. Farei cara de Odete Roitman e tudo. Hahahahaha.

 

Seu Noel, o senhor poderia existir, não é por nada não. Juro, se você me der uma prova de que é real, eu serei a menina mais boazinha deste planeta e comerei todos os legumes e verduras que aparecerem na minha frente. Mas tem que me dar uma prova viva. E não vale pedaço de orelha com resutado de DNA! O senhor bem que poderia provar fazendo com que eu recebesse aquele e-mail.

 

Não foi fácil, não, Noel!

Não foi fácil, não, Noel!

 

 

 

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Mais um

No dia 6 de agosto, inseri aqui um texto sobre o quanto eu gosto de coleções. De todo o tipo. Lendo ou relendo o post você perceberá que chamei atenção à nova coleção que eu, naquela época, iria começar: a de e-mails bizarros.

 

Hoje não foi eu quem recebeu a mensagem abaixo. Também não posso expor a identidade da pessoa. Só posso adiantar que é alguém que trabalha bem perto de mim, e que, assim como eu, é bem doeeente. Além disso, essa pessoa foi abençoada pelo mesmo anjo torto que me mandou para esta vida. Para finalizar, a pata não pôde participar do happy hour de hoje porque recebeu o seguinte e-mail:

 

———- Forwarded message ———-
From: uma pobre mãe
Date: 2008/12/16
Subject: Seu quarto
To: loooooooser

Por favor, arrume o seu quarto hoje sem falta! Amanhã vou mostrar a casa do padre, e se eu quiser vendê-la tenho que mostrar uma que já foi reformada, a nossa! Assim sendo, conto com a sua compreensão e colaboração.

 

Obrigada!

irei preservar o nome dessa mãe batalhadora, consultora de imóveis e parideira do ser sem-noção a qual me refiro.

 

Meus comentários:

É nestas horas que:

Eu fico bem feliz em não morar mais com a minha mãe. E isso já faz muitos anos. Ufa!

Eu penso o quanto foi bom crescer longe dessa tecnologia. Sem esse tipo de ferramenta, a portuguesa lá de casa nunca pôde enviar e-mails como o citado acima.

Não sei o que é pior: receber um e-mail como esse ou chegar em casa e se deparar com uma louca calçando chinelo havaiana em um dos pés. O outro, óbvio, estava sempre na mão dela. 

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O cara

Caro amigo não mais secreto:

 

Não sei o quanto eu fiquei feliz ao saber que havia sido você quem tinha me tirado. Você bem sabe que a grande maioria lá da agência não via a hora em saber quem era o (a) seu amigo (a)-secreto (a). Eu mesma fiquei bem curiosa. Afinal você fez o gesto doentio de engolir o papel para não correr o risco de ter que participar de um segundo sorteio.

 

Na hora, fiquei tão feliz que tive de conter o choro. Achei que ia ficar chato. Imagina, se emocionar porque o meu chefe me tirou? Mas o ponto aqui é: você não é simplesmente o meu chefe ou o cara que senta ao meu lado lá no meio da redação. Você é um grande amigo e um profissional que admiro cada vez mais. Você foi um dos melhores presentes do meu 2008 e por isso sinto orgulho de fazer parte de sua equipe. Pode acreditar. Eu sei que eu perdi o respeito por você te chamando de ogro, maníaco, doente e, o pior, de cagão. Mas você sabe que isso tudo aí é obra do anjo torto que me mandou para essa vida. No fundo, bem lá no fundo, você sabe o que eu penso, porque trabalhar com você faz toda a diferença. Você é o cara.

 

Não faça essa cara de que estou exagerando. Todos, absolutamente todos da agência, têm inveja de mim, da Anna e da Carol. Somos nós as escolhidas por você e somos nós o seu time. Eu aposto que as pessoas devem pensar: o que elas têm que eu não tenho? Por que eu não trabalho lá com ele? Sorte a nossa e azar de todos eles. Cada um com o seu cada um.

 

Vou aproveitar e pedir desculpas por eu não conseguir seguir o seu exemplo de falar baixo. Eu que diariamente aprendo tanto contigo não tive a decência de aprender o mais simples: falar manso, não desestruturar, não causar. Eu fico lá, ao seu lado (literalmente), gesticulando como uma louca e como uma boa italiana que sou, falando alto como se estivesse no quintal de casa, num dia de domingo, servindo churrasco aos amigos. E falo, falo, falo sem parar. Dou murro na mesa, falo palavrão e vomito os meus bordões preferidos: “merda, Paola, merda”, “foco, Paola, foco”, “looooooser!” e “o mundo é agressivo, queridão!”.

 

Como é que você agüenta tudo isso? Acho que é porque no fim a gente sempre acaba dando risada. De tudo. Até mesmo nos momentos em que sentimos a água bater na bunda. Nós nos divertimos, sim, por vezes temos necessidade de fazer uma “DR” e freqüentemente exorcizamos nossos demônios quando estamos de saco cheio ou fulo com algo ou alguém. A gente tira sarro um do outro, faz brincadeira imbecil do tipo “tem posto aí?” ou “tá com o celulá ?”, mas na hora que é pra estufar o peito e fazer algo, a gente faz. E faz tão bem que o povo paga o maior pau. Nós (Anna, Carol, você e eu) somos do caralho e da porra toda, né não?

 

Obrigada pelos presentes e desculpe o texto que postei aqui no dia 27 de novembro. Sabe como é, né? Eu estava com receio de que o tal do meu amigo-secreto resolvesse me surpreender com livros de auto-ajuda ou com uma porcaria qualquer desse tipo. Afinal, o pessoal lá da agência vive dizendo que eu não sou muito normal, que sou meio doida…a Carol mesmo vive perguntando se eu tomei o meu remédio. Olha quem fala, humpft! Tô zuaaaandooo.

 

Amei a maneira como descreveu os meus fins de semana. A dica que você deu para adivinhar o seu amigo-secreto não poderia ser melhor: “…nos finais de semana, a minha amiga-secreta curte muito frango”. 

 

Eric, meu querido, muito obrigada. Escrevi aqui porque jamais conseguiria dizer isso tudo pessoalmente. Acho que me expresso melhor escrevendo. Sempre foi assim.

 

Um beijo bem grande pra você e para os que da sua família (hahaha, só para não perder o costume),

 

Paolita

 

eric

eu e Eric, O cara

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Tia Pê, sua fracaaaaa!

O desejo é grande e do ano que vem não passa. Pelo menos irei tentar. E dessa vez, de verdade. Sem choro nem vela. Sem medo e com muito medo. Sem pensar nem deixar de ficar atenta. E o ano que vem está aí, bem perto. 20 dias.

Mas ao pensar em certas situações, aquelas das mais bestas, eu já entro em pânico. Exemplo: como lidar com o vômito? Sim, a experiência no domingo passado não foi nada boa e contribuiu para que eu me sentisse uma futura mãe completamente incompetente.

Data: domingo pela manhã
Cenário: casa da Dri (Guna)
Personagens: Tia Pê, Roberta e a portuguesa
Ambiente: sala de tv da Guna
Objetivo: passar o dia com a afilhada enquanto a Guna tenta cuidar do novo formato de seu lar junto a sua personal stylist (chiquérrima) em lojas de decoração.

Cenas:

Roberta (esparramada no chão): Tia Pê eu tô enjoada
Tia Pê: o que foi, minha boneca?
Roberta: eu quero vomitar

Pausa: eu confesso: jurava que era drama. Jurava que era charminho, mimo ou qualquer outra coisa do tipo. Jurava que aquilo era uma chantagem emocional para eu brincar de High School Music com ela. Eu estava errada e fui incapaz de perceber que a minha afilhada estava ficando um pouco verde. As cores dela oscilavam bastante…tonalidades meio pastéis…um pouco azul, um pouco amarelinha.

Tia Pê: Rô, vem aqui e fica ao meu lado. Daqui a pouco – assim que o padrinho chegar -, a gente vai para o parque, depois para o Mc Donald´s, depois para o cinema… vai ser bem divertido!

Roberta (já ao lado da tonta e imbecil e sem noção da Tia Pê): eu não tô me sentindo muit……blaaaaaaarghhhhhhhhh.

Neste momento, sem mesmo conseguir completar a frase, algo rápido veio em minha direção, escuro, viscoso, nojento e azedo. Isso tudo saiu daquele corpinho de apenas cinco anos. Como assim aquela princesinha, aquele ser humano tão pequenino conseguiu jogar aquela gororoba para fora com tamanha pressão?

Lembro-me dos movimentos rápidos que fiz: quase grudei no teto e nunca corri tanto. Nunca levei a mão à boca com tanta rapidez para evitar o meu próprio vômito. Parecia a cena do exorcista, com a diferença de que a Roberta não girou a cabeça. Tá, estou exagerando e sendo muito má. Afinal, ela é um anjinho, é linda e não estava possuída. Quem estava assim era eu.

Tudo o que consegui foi pegar panos e mais panos enquanto a minha mãe, a portuguesa, fazia o que eu deveria ter feito: cuidar da Roberta.
Quando eu voltei à sala para tentar ou, no mínimo, fingir um auxílio à dona Idalina eu quase dei trabalho para ela também. O meu estômago virou e algo rápido e com muita pressão também queria sair de dentro de mim. Eu gritava “Mãe, eu não consigo te ajudar!!!” Consegui respirar, segurar a onda e ouvir os berros da minha mãe: Paola, se você vomitar aqui também, juro que eu te dou uma surra!

Eu que não sou besta fiquei pianinha e fui lá fora tomar um ar. Voltei e dei banho na Rô cheia de culpa, me sentindo a mais das incompetentes, a mais sem noção de todas as tias. Mas quando percebi que o cabelo dela também tinha vômito eu quase dei trabalho. Porém, o medo de apanhar da portuguesa-louca foi maior e eu finalizei todo o processo do banho-feliz.

Dona Idalina, a salvadora da pátria, estava lá naquele momento. Mas e quando ela não estiver? Ai Meu Deus, eu tô perdida.

Mas serei corajosa e tentarei engravidar mesmo assim. Posso andar com um saquinho preso em meu pescoço, hã? Eu me desafio!

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