Feeds:
Posts
Comentários

Archive for janeiro \31\UTC 2009

A maníaca mora ao lado

Desde o primeiro dia que mudamos pra cá, percebemos que nossas vizinhas não eram lá do tipo de moradoras das mais comuns. Já na primeira semana pudemos sacar a delas: muita bebida e brigas. Muitas brigas. Das mais homéricas. No início me assustei bastante, afinal eu nunca havia presenciado alguém jogar a mala da companheira na piscina, muito menos direto do 10° andar. Casalzinho bem doido.

Até então, cada um com o seu cada um. Mas depois percebi que uma delas, a menos sóbria, pegou gosto em bancar a serial killer do andar. Por causa dela, quase infartei na escada no dia em que fui tirar o lixo. Ao abrir a porta da escada, lá estava a louca, no último degrau, se apoiando em um dos baldes para materiais recicláveis. A minha reação/frase ( “Deus, você me assustou, fulana”) ecoou por  todos os andares do prédio, e mesmo assim ela não disse nada além de “ boa noite, pequeninninha”. O bafo de pinga dela quase embrulhou o meu estômago e, antes mesmo de ser convidada a um bate-papo perto do lixo, tratei de me mandar dali.

Semanas depois, ao fechar a porta de casa para ir ao trabalho, levei outro baita susto. A doente estava em um canto do hall, longe do sensor de luz, aguardando o elevador. Ao dar o primeiro passo e a luz acender, aquela coisa foi iluminada. Senti as minhas pernas amolecerem, as mãos congelarem e o coração parar de vez. Para quem sai todos os dias, rumo ao trabalho, sonâmbula como eu, levar um susto como esse logo no primeiro horário do dia te faz ficar mais do que esperta. E com o Alien também. Mais uma vez, disse alterada: “Nossa, que susto que vc. me deu! O que deu em você para ficar na escuridão do hall?!” O olhar dela congelou os meus sentidos. Ela estava descabelada, com a roupa amarrotada e fedia a bebida, claro. Por um segundo eu tive as alucinações mais preocupantes do universo e imaginei aquela bebum-maníaca com um facão de jardim nas mãos vindo em minha direção. Acho que ela gritaria: “quero o teu sangue, pequenininha!!!” Sei lá o por quê  de imaginar isso, mas a alucinação é minha e ponto final. Mas ao contrário dessa cena, nada aconteceu. A louca não disse nada e, antes que o elevador chegasse e ela viesse com aquela mania imbecil de me chamar de pequenininha, eu fui rápida e inventei que havia esquecido algo em casa. Mais torta do que nunca, ela solta um arroto e diz: quer que eu segure o elevador, pequenininha?” Balbuciei um “não, obrigada” e me joguei dentro de casa. Liguei o canal de circuito interno do prédio e a flagrei fazendo o maior esforço para apertar o botão para o subsolo. Imagina se eu ficasse presa no elevador com aquele ser?

Depois de muitas brigas com a sua companheira, eis que as duas resolveram se mudar. Não as vi  durante 2008 inteirinho, o apê ficou vazio e o silêncio imperou por longos 365 dias. Hoje essa paz foi embora e o jeito que fiquei sabendo disso foi levando o maior susto, claaaro. A tontona aqui deixou a porta aberta  para carregar três toneladas de latas de cerveja para o lixo. Era bem tarde da noite e, obviamente, eu não esperava encontrar ninguém no pequeno hall, muito menos essa maníaca-silenciosa-bêbada-cretina e espírito de porco de uma figa. Ao vê-la, é mais do que óbvio que eu deixei cair todas as sacolas / latinhas e claro que tive vontade de sair correndo, balançando os braços para cima e pedindo socorro para a minha mãe.Claro que eu tive vontade de gritar com ela e dizer: “putaquelamerda, minha filha, por que você é assim????” De onde você surgiu, criatura? Do bueiro? Do poço do elevador?! Mas não, não, não não, aquela mula-paralítica ainda teve a pachorra de me cumprimentar e dizer” Feliz Ano Novo, pequenininha! Puxa, teve festa aí, foi?”

Maldita! Quis fazê-la engolir cada uma das latas, porém achei por bem dizer “feliz 2009 pra você também”. Ela, pra variar, tava travadinha da silva. Me deu um abraço e desejou saúde e sucesso. Ao menos não disse o que todos os bêbados dizem quando nos abraçam: o famoso “eu te amo!”

samaramorganjh83

“Boa Noite, pequenininha!”     Era assim que ela sempre aparecia. Juro!

Read Full Post »

Você começa a perceber que o tempo tem passado muito rápido quando faz um balanço dos últimos dez anos e percebe que muita coisa, eu disse muita coisa, mudou. A começar pelas regra gramaticais. Se antes eu tinha dúvidas relativas ao hífen, agora que ferrou tudo mesmo. Fiquei horas olhando para o título desse texto e decidi colocar o tracinho porque achei estranho a frase sem ele. Mas não me convenci e salvei o título com um grande desconforto. Ficará assim, ponto e acabou.

Você percebe que muita coisa mudou quando vê que o seu corpo já não é mais o mesmo e que há uma flacidez aqui, uma estria ali e várias celulites acolá. Os pneus que sempre fizeram parte de sua circunferência passam a ser como os de um caminhão e não mais os de bicicleta. Ir a uma academia é sinônimo de desespero para tentar modelar o corpo, não uma simples atividade para manter a silhueta. Percebe que, ao invés de começar a ir a casamentos de amigos da faculdade, vai a festinhas de aniversário dos filhos deles.

Você se flagra admirando a casa que construiu, sente uma pontada de orgulho daquilo tudo e se pergunta como é que conseguiu tanto. Suspira e vê que, há dez anos, você não tinha um talher sequer para dizer que era seu, e o máximo que poderia dizer que possuia era um carnê com mensalidades a perder de vista relativas a um carro.

Percebe também que as conversas com os seus irmãos, em geral, se tratam das pérolas mais engraçadas de suas sobrinhas. Você se espanta ao ver que há dez anos nenhum daqueles seus sobrinhos existia e que eles não passavam de “estrelinhas” no céu. No meu caso, há uma exceção: a Giu estava quase na metade do caminho, sendo o acontecimento do ano poucos meses depois. Em compensação as outras três não eram nem cogitadas. Hoje, elas fazem de gato e sapato a Tia Pê aqui, colocando-me em gincanas como as de ontem, durante a festa da Roberta. Foi o máximo! Eu ajudei o time das meninas a ganhar mil pontos por eu ser “o menor adulto da festa”. Pulei com elas e também junto a um outro bando de garotinhas de cinco a nove anos, e gritei: “Meninas! Meninas! Meninas!”. Há dez anos eu, seguramente, iria achar isso o mico dos micos. Hoje é uma diversão só.

Ao fazer um balanço dos últimos dez anos, você não entende como é que conseguia trabalhar, ir a um happy hour e depois da saideira se mandar para uma balada que duraria até 4 horas da matina. Isso tudo em plena terça-feira. Isso tudo com pique para enfrentar uma semana do cão no trabalho. Aposto que hoje você não consegue nem conceber a idéia de sair de uma festa após 2 da matina. Isso quando você consegue ir a uma festa.  

Os hábitos mudam, mesmo os mais simples. Você começa achar o máximo jantar com os seus pais em um sábado, na sua casa, ou assistir seção da tarde em um feriado ou dia de folga. Quanto mais antigo for o filme, melhor. “A Dama de vermelho” e “mulher nota 1000” foram filmes que passaram na tv outro dia. É claro que eu rachei o bico com o primeiro e achei o outro tosco demais. Mesmo assim, curti  a seção da tarde como se fosse tudo o que há de melhor para se fazer em um feriado ou em um dia de folga.

Há dez anos eu começava a flertar com um certo bartender do Friday´s e dois meses mais tarde começávamos um relacionamento que não se tinha a menor idéia de qual rumo aquilo ali iria tomar. Tava na cara que era só uma tiração de sarro. Tava na cara que ambos não tinham planos nem um pouco sérios um para o outro. Tava na cara que a vida iria nos surpreender. Casamos, somos muuuuuito felizes e estamos aí, estarrecidos com tudo o que já fizemos nos últimos dez anos, orgulhosos do que conquistamos e também do que enfrentamos sem nos deixar intimidar ou desistir um do outro. Diferentemente de dez anos atrás, estamos cheios de planos. E dos mais sérios.

Read Full Post »

O tal do italianinho

_ Para você que assoprou 66 velhinhas no último dia 11 _

A gente achava engraçadíssimo quando, durante o café da manhã, você pegava a luva térmica e dava vida a um boneco bem maluco movimentando o polegar e o restante dos dedos. A voz que você fazia era hilária e os diálogos eram os mais divertidos do mundo. O dia começava sempre igual a você: no maior alto astral.

Claro que não era fácil ser acordada ao som de “ó sole mio”, ainda mais quando você resolvia imitar o Pavarotti. Até hoje, quando alguém puxa qualquer cortina e aquele som dos trilhos toma conta do ambiente eu volto no tempo e lembro de como éramos apresentados ao dia por você, pai.  

Você e suas músicas italianas. A gente sempre gostou, confesso, mas era um vexame toda vez que você aparecia na porta da escola com o som nas alturas ouvindo algo parecido com a tarantella. Nenhuma das minhas amigas entendia e, como não poderia ser diferente, todas te achavam um verdadeiro louco.

Lembro também daquele seu assobio tão peculiar. Era assim que você se fazia entender e nos fazia parar toda e qualquer brincadeira. Era o seu jeito de nos dizer as três regras básicas: 1. Já pra dentro; 2.  Já pro banho e 3. Eu não vou chamar de novo.

Foi você que me ensinou a andar de bicicleta e, depois de muitos anos, confiou as chaves da kombi na minha mão para eu aprender a dirigir. Nas duas situações, eu tremi de medo e quase me arrebentei quando entendi o que um freio é capaz de fazer quando é acionado de maneira brusca.   

Apesar do seu pouco estudo, era você quem me dava verdadeiras aulas sobre desenho geométrico, aquela matéria filha da mãe que eu nunca consegui entender. Não uso esquadro e nada daquela parnafenália há mais de 20 anos, mas acredita que eu tenho até hoje aquele compasso grandão, todo lindo que havia sido seu?  Não sinto falta daquele desespero que me dava nas vésperas das provas, mas deu saudade de estudar com você.

O que eu não tenho um pingo de saudade é daqueles berros loucos que você dava na frente de todos os nossos amigos quando estava bravo com a gente. Preferiríamos levar uma surra no lugar de passar por todo aquele constrangimento, sabia? Precisava fazer todo aquele escândalo quando amassamos a porta da Belina?!

O seu olhar de reprovação também não era nada fácil de encarar. Você lembra quando brigou comigo e, ao dar as costas para mim, eu mostrei a língua e você me pegou no pulo? A sua olhada me congelou e eu achei que você fosse arrancar a minha língua com as próprias mãos. Mas você nunca relou em um único fio do meu cabelo. E olha que eu dei motivo, heim?

Se bem que você se vingou anos mais tarde, não? Ou você não tá lembrado o que disse para o Fabi quando eu o apresentei? Humpf, não faça essa cara de quem está esclerosado, não! Você estufou o peito, apertou a mão dele e disse todo imponente: “e aí, giovanotto? Come stai? Que cosa fai?” E depois desembestou a perguntar tudo para ele, investigando, observando, analisando e o deixando cada vez mais desconcertado. Seu maluco, por sua causa eu quase não casei! Mas depois de ter me conduzido ao altar, você me deu um abraço gostoso e disse aos prantos: “Bela di papá, seja sempre felice, felice!”

Você é tudo de bom. Até hoje conto aquela história em que você rodou uma corrente na Avenida Santo Amaro e gritou para dois playboyzinhos que bateram no seu fusca: “eu sou neurótico de guerra!!!”  hahahaha  O pessoal também se diverte quando eu conto que, no dia em que nós três o tiramos do sério, você parou o carro em plena 23 de maio e gritou: “Desçam do carro!! Os três!!! AGORA!!!!” A gente não deu um piu durante todo o trajeto. Hoje, toda vez que passo naquele pedaço da avenida lembro do episódio.

Ainda é difícil sentar ao seu lado na hora do almoço ou na hora de vermos um filme de ação… A cada cena ou história contada, é uma cotovelada bem no nervo do meu braço – gesto típico de um italiano como você. E mesmo assim, não dá para não querer ficar perto, ouvir suas histórias e dar gargalhadas de doer a barriga.

Pai, obrigada. Te amo, te amo, te amo e te amo.

Feliz Aniversário!

compasso1

Olha aí, eu não disse que eu havia guardado?

Read Full Post »

3.4

Eu não sei como será daqui pra frente, mas eu adoro fazer aniversário. Em um único dia, falo com muita gente. Gente que gosto demais. Muitas vezes encontro e reencontro essas pessoas. Definitivamente, não tem coisa melhor.   

Diferentemente dos anos anteriores, o meu próximo aniversário não será um churrasco e nem comemorado em um barzinho com músicas embaladas por algum violeiro dos bons.

Não será também aqueles tipos de festas em que tias e primas se reunem na cozinha para enrolar brigadeiro, beijinho e balas de coco, o que é uma pena. Infelizmente não terá também carne-louca,  o “parabéns’ não será na garagem e o bolo não será da nega-maluca. Mesmo não acontecendo mais nada disso, nem o ritual para tais preparativos,  decidi que os meus 34 anos terá a magia de uma época que há muito ficou pra trás. Hãm-hãm, quer dizer, “muito”, uma ova! Não faz taaaaanto tempo assim, vai? E eu nem aparento mais de 30, muito menos 34, oras!!

Quanto à grande celebração, eu não vejo a hora. Assim, como nos idos dos anos 80, eu continuo uma tonta que espera  e conta nos dedos o dia do aniversário e, principalmente, o dia da festa. Assim, como em todos os aniversários, eu sinto que há algo novo no ar, além de ficar mais velha – dããã! Não tenho a menor idéia de como será o ano que marcará os meus 34, porém faço votos de que seja do jeito que eu tenho torcido.

Em tempo: o vídeo abaixo apresenta uma das músicas que irá embalar a grande noite. Siiiiimmmm, terá apenas músicas dos anos 80!  J J J J J J J

Ah, claro, podem ter certeza: dá-lhe Madonna na vitrola na hora de me arrumar para o bailinho! E com 3.4 a minha mãe não poderá me dizer se eu posso, ou não, me vestir como uma quenga-barata, se assim eu quiser.

 

Read Full Post »

Como você é chata, dona Valentini, afe Maria!

Depois que você passou a dar pitacos no meu blog, enviando até mesmo torpedos no meio de reuniões, não tenho conseguido fazer o blog da forma que eu deveria ter feito. Você está me desviando e isso não é bom.

Pare de meter o bedelho e faça um blog só para você, oras! Assim, ele vai ficar do jeito que você quer, com as imagens que você achar melhor.

De qualquer forma, conforme a sua “sugestão”, aqui vai a divulgação:

Queridos leitores, há pouco mais de dois dias inseri uma nova página neste blog. Chama-se “alegrias” e fica lá no alto da página. É uma das abinhas, vê? Pois é, estou divulgando após o protesto da Valentina, que disse que a nova página não foi alertada por mim a ninguém, que isso é uma falta de respeito com os leitores, que desde quando eu crio uma nova página e não aviso, que testar os visitantes do blog é algo que não poderia nem ser pestanejada e blá blá blá. Me desculpem, eu não pensei em nada disso. Não quis testar ninguém e não quis alertar sobre a nova página. Sei lá o por quê. Me desculpem, eu realmente não tive a intenção. Intenção alguma, juro. Se acharem por bem comentar essa minha atitude, fiquem à vontade. Prometo aprovar todos, sem censuras.  

Lá, pretendo postar qualquer imagem que realmente me faça feliz. Não sei de quanto em quanto tempo pretendo inserir novas imagens, mas de tempos em tempos, passe lá. J

Bjs.,

Paola

Em tempo: Não, Valentina, não irei postar nenhuma foto nossa. O motivo você já conhece. E quer saber? Você tá se achando demais, humpft!

Read Full Post »

Do you wanna dance?

O primeiro bailinho que freqüentei foi de um primo meu lá pelos idos de 1984. Foi no salão do prédio dele e a música do momento era aquela da propaganda dos cigarros Hollywood … This is my song for you…times I hope you will remember….here in my heart, here in my song….. Mas nos momentos da lenta era Madonna quem embalava os corações mais apaixonados. A canção Crazy for you ecoava a dez mil decibéis. Claro que para uma menina de nove anos esse momento era bem chato. O que me divertia mesmo, e pra valer, era o pessoal sacaneando os meninos, roubando suas garotas com uma vassoura em punho.

Mas foi em 1985 que íamos muito a bailinhos. A casa do Marcio, um dos amigos do meu irmão, foi onde tudo começou. Era um bailinho atrás do outro com meia dúzia de gato pingado na grande garagem que tinha aquela casa. Eu sabia que o Marcio arrastava uma asa pra mim, mas eu simplesmente MORRIA de vergonha e só dançava as lentas com ele com os braços bem esticados, a um quilômetro de distância – o que fazia do meu pai o homem mais feliz do mundo. Rráá, as músicas? O que é que há, do Fábio jr.,  e, claro, as máximas do Roupa Nova: Linda e Dona. Era lá também que dançávamos ao som de Ultraje a Rigor, Kid Vinil, Legião Urbana, Paralamas, Blitz e Barão Vermelho. Muitas dessas músicas ainda podem ser ouvidas nestes programas de rádio do tipo Love songs ou Flashbacks da vida, mas as que sacudiam mesmo eu nunca mais ouvi…Exemplos?

Quem tem mais de trinta certamente vai lembrar: eu sou free, free, sempre free, eu sofri demais…. e aquela música mamãe eu acho que estou… ligeiramente grávida….lembra? Eu só não lembro o nome da banda. E o dr. Silvana que cantava eu fui dar mamãe…fui dar um serão extra, trabalhei com o patrão... Também tinha uma música que, além de nos fazer dançar um monte, fazia com que ríamos dos meninos com suas performances engraçadas embaladas por “moreno alto, bonito e sensual, talvez eu seja a solução dos seus problemas”… Ai , que saudade. Sem contar o Ursinho Blau Blau, da banda Absyntho, e  as sete vampiras, do Leo Jaime. Aliás, o Leo Jaime foi pra mim…ai, foi pra mim e para TODAS as meninas, garotas e mulheres dessa época, O CARA.  Ainda amo-te Leo, e tu não sabe o quanto.  E nem vem cantar “A vida não presta”, porque eu sou capaz de largar carreira, dinheiro e canudo só para cuidar de você e fazê-lo esquecer aquela lambisgóia-playboyzinha que, aposto, ia para a escola na época a bordo de um opala-diplomata!

Eu dançava e cantava como louca o sucesso do João Penca e seus Miquinhos Amestrados “…eu vou chorar lágrimas de crocodilos, vou inundar o seu umbigo...” Ah,  e confesso, acabei de lembrar da banda metrô e fui direto no youtube para  achar o vídeo das músicas “beat acelerado “e “tudo pode mudar”. Que vontade louca de ir a um bailinho! Daqueles que nos fazem balançar o esqueleto até, assim como “Cheia de charme”, do Guilherme Arantes, conseguia fazer. Juro!

Depois disso, em 86 e 87, os bailinhos passaram a ser na casa do William e tinham todo o aparato para uma festa de verdade. O William colocava luzes coloridas e não dançava tanto. Ele gostava mesmo era de ser o DJ. Foi aí que eu, junto com a turma toda, passei a dançar músicas do Van Halen, The Cure, Smiths, U2, Pretenders, Eurythmics, Scorpions e Whitesnake. Nessa miscelânea toda, a gente dançava também  Sigue Sigue Sputnik , The Clash, Billy Idol e Ramones. Na hora da lenta, o William colocava London, London, do RPM, Never say goodbye, do Jon Bon Jovi e a clássica do filme Top Gun, Take my breath away. Eu era e fui uma das pivetas mais felizes dos anos 80. Mesmo dançando ridiculamente com os braços esticados e a cabeça baixa, de tanta vergonha. Eu era tímida e ninguém acredita, humpft!

A partir de 88 começamos a freqüentar danceterias e, apesar da pista “ferver” ao som do George Michael, The B-52´s, Inxs, A-ha, Paula Abdul, Eraser, Rick Asley, New Order e Jon Secada, o que eu queria mesmo era dançar, dessa vez coladinha, as lentas que tocavam no final da matinê. O sucesso da época? Rrráááá: Lost in your eyes, da Debbie Gibson.

Veja aqui quem era a minha quenga barata preferida.

Frustração: minha mãe nem deixava eu ir aos bailinhos vestida igual a Madonna. Droga! E a música do vídeo acima me inspirava à beça, porque eu e a minha irmã nos arrumávamos ouvindo essa canção. Ora mãe, só porque eu iria parecer uma quenga barata de 11 ou 12 anos se me vestisse daquele jeito ? Quanta bobagem!

Read Full Post »