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Archive for abril \26\UTC 2009

1,2,3, testando!

Eu sempre gostei de testes. Não aqueles que medem o nível de seu conhecimento sobre determinado assunto, nada disso! Falo sobre aqueles testes do tipo bem tosqueiras. Claro que sei que existem alguns bem bacanas, mas a grande maioria dos testes sem-noção não possui uma metodologia nem um pouco científica, por isso tornam-se os testes mais divertidos do planeta.

Aqueles toscos de revistas femininas são ótimos exemplos, pois apontam o nível de sua futilidade, imbecilidade etc. Sim, porque convenhamos, vá? “Veja se ele está a fim de você” e “você é uma amiga confiável?” é o tipo de coisa que, quem se sujeita a responder, merece ler no resultado algo como “tu é mesmo uma besta quadrada que jamais vai conquistar alguém, já que tem dúvida se é confiável como amiga”.

Outros, embora não sirvam para absolutamente nada, nem como passatempo, valem pelo simples fato de serem verdadeiramente ridículos. Se você acha mesmo que já viu de tudo nessa vida, aposto que jamais imaginou haver o teste do canibal. Isso mesmo! Clicando aqui, você é direcionado à página que lhe dirá qual seria o seu sabor, caso algum canibal te comesse. Revolucionário, não? Pode ou não mudar a sua vida? Confesso que não fiz o teste, mas pelo porre de batida que tomei ontem, sem dúvida estou com gosto de guarda-chuva.

Outro teste absurdo é o sobre a sanidade. Quando terminei, o resultado foi “o tempo dirá se você vai pirar ou não”. Rá! Eu já pirei há muito tempo, queridão! O pior não foi o resultado, e sim as perguntas. A primeira já questiona se você se considera meio doido ou não. Mas a mais instigante é a que traz as opções sobre a morte do cachorro do vizinho. Olha, só clicando aqui para entender exatamente o que estou dizendo. O teste diz que pessoas com mente saudável alcançam 25 pontos. Claro que eu ultrapassei e fechei o tal do teste com 35 pontos.

O teste mais bacana foi o que recebi na sexta-feira. “Se você fosse um livro nacional, qual livro seria? Um best-seller ultrapopular ou um relato intimista?”. Não sei quais são as opções de livros, mas eu gostei do resultado do meu: “Antologia poética”, de Carlos Drummond de Andrade – O primeiro amor passou / O segundo amor passou / O terceiro amor passou / Mas o coração continua”. Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz. “Antologia poética” (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.

Ou seja, tenho gosto de guarda-chuva e sou quase insana, porém observo a vida poeticamente. O meu olhar é doce, mas também perspicaz. Óia! rsrs         Para saber qual livro você seria, clique aqui

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Eu rezo por eles

‘Porque eu acho que cuidar de crianças é uma coisa que relaaaaaxa a gente”

Para assistir ao vídeo abaixo, clique aqui

Querida irmã Selma:

Tive o prazer de conhecê-la há alguns anos. Eu e o meu excelentíssimo esposo comemorávamos o primeiro aniversário de nosso casamento. Fomos até ti pedir a tua benção, conforme muitos fiéis assim nos recomendaram. Saibas que, desde então, passei a fazer parte da legião de seguidores teus.
Confesso que o tom de sua voz não é das mais acalentadoras, mas logo percebi que isso significa firmeza, convicção e poder de persuasão. Tu és, sem dúvida, a salvação, a sabedoria em pessoa. Suas palavras entram direto em nossos corações.

Com você pude sentir que é muito fácil conseguir aquilo que mais desejamos. Você, minha querida irmã Selma, demonstra o que devemos fazer e quais atitudes devemos tomar com bastante simplicidade. A fórmula é basicamente esta:

1. Dizer, entre dentes, o que mais se deseja. “eu quero muito ter um orfanato”. Puxa, é contagiante o jeito que você diz! Incentiva tanto!
2. Entre dentes também, devemos ressaltar as palavras positivas: “Porque eu acho que cuidar de crianças é uma coisa que relaaaaaaxa a gente”.
3. E finalmente ter fé. Muita fé. Uma fé tamanha a ponto de tudo acontecer.

Portanto, irmã querida, quero agradeça-la por tudo o que me ensinou. Preciso evoluir muito ainda, colocar em prática certas entonações, destacar determinadas palavras e falar mais entre dentes. Creio que só conquistarei os meus objetivos com fé e o apoio de quem estiver a minha volta, assim como suas colegas no convento. Espero escrever em breve contando detalhadamente os resultados de minha fé. No momento, rezo pelos funcionários do cartório que fui há pouco tempo. São tão simpáticos, que dá gosto de rezar por eles!

Abs.,

Paola Del Monaco

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Não é de hoje que propagandas publicitárias me hipnotizam. Adoro e me divirto com a maioria delas. Gosto, por exemplo, daquelas de margarina, em que uma família feliz toma café junto, brinca com o cachorro e acha graça quando um rouba o pão do outro. Tudo ao som de Oh Happy Day. O mais louco disso tudo é que eu  nunca soube de alguém que acharia graça se algum fulano roubasse o seu pedaço de pão durante a primeira refeição do dia. Para mim seria motivo de um sopapo no meio das idéias. Mas, o intuito dos reclames é mesmo, na maioria dos casos, divertir, iludir e vender (não necessariamente nessa ordem).

 

Difícil gostar de todas, mas difícil mesmo é conseguir não zapear alucinadamente quando se tem 1765 canais. Em dias de preguiça extrema é fácil não mover um músculo e, assim, assistir a tudo em um único canal. Sorte a nossa quando somos presenteados por propagandas que se tornam inesquecíveis.

 

Eu coleciono uma infinidade de comerciais e jingles que nunca mais saíram da minha cabeça. Dentre as mais manjadas, cito as do Mappin, da Caloi, da Estrela, da Faber Castell, do Cornetto e a da pipoca-e-guaraná-que-programa-legal-só-eu-e-você-que-sede-que-dáááá!. Mas outro dia, uma propaganda, que tinha tudo para ser algo apenas para vender um produto, chamou, E MUITO, a minha atenção. Não, não havia nenhum golden retriever correndo no gramado de uma família feliz, nem uma música encantadora dando asas à imaginação de alguém com lápis de cor na mão. Foi uma piscadela de um sujeito muito do charmoso, que me fez guardar para sempre a palavra Wise up.

 

O mocinho ganhou lugar na minha lista dos dez “objetos” da TV mais desejados. Isso tudo por conta de uma piscadela. Sim, senhores leitores, uma piscadela. Porém, A PSICADELA. A piscadela final passou toda a credibilidade da escola de idiomas, construiu a imagem da instituição e…Tá, não foi nada disso. Hum. Mas, no vídeo abaixo, ou clicando aqui, repare bem na piscadela que esse moço dá, no finalzinho da propaganda. Ele desconcerta qualquer uma, mesmo sendo magrelo-mirradinho daquele jeito.

 

A minha lista tem de todos os tipos. Do galã que dispensa qualquer justificativa (George Cloone, irreversível da lista top ten), passando por um que tem cara de cachorro abandonado (Caco Ciocler), outro que não vale um centavo (Mel Gibson) e outro que você não sabe o que te atrai mais: o lado rústico, de “homem-mau”, ou o jeito de “o genro que sua mãe pediu a Deus” (Gerard Butler). Bem, eu não sei se o que a minha mãe iria achar de um cara que fizesse striptease para mim desse jeito. Mas eu queria o Gerard fazendo isso para mim. rá! (clique aqui e veja a cena do striptease). Êh, lá em casa!

 

 

 

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>Mãe, eu quero um desse. Compra pra mim?

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Viva a serotonina!

Eu não queria entrar lá, porque aquele estabelecimento comercial é cheio daquelas mocinhas simpáticas que mal esperam você entrar. Logo te enlaçam, como se você fosse um boi muito do valioso, e se apresentam tentando disfarçar aquela euforia típica de quem ganha por comissão. “Oi, eu sou a Bruna. Posso te ajudar? Procurando algo específico? Vestido? Blusinha? Jeans? Fique à vontade, mas se precisar de qualquer ajuda, o meu nome é Bruna”. A primeira e a última frase têm uma entonação tão forte que é impossível esquecer o nome da vendedora.

Arghhh!!! Odeio todas elas. Coitadas, eu sei que a culpa não é delas, mas esse tipo de abordagem me deixa irritantemente perturbada. Eu queria muito conhecer o maldito gerente que acredita que isso realmente funciona. E quando elas te chamam de amiga? Quero bater em todas. Socar uma por uma. E berrar como se eu fosse um Alien: eu não te conheço e não estou aqui para fazer amizade!!

O fato é que na vitrine da porcaria desse estabelecimento havia uma das blusas mais lindas dessa vida. Gola vitoriana e um laçarote que faz toda a diferença. O problema não era nem o preço, e sim a tal da Bruna, da Suzete ou sei lá quem é que iria me laçar lá dentro. Antes de entrar e enfrentar a tortura, fiz a pergunta que as revistas nos ensinam: “eu preciso realmente disso?”. A BLUSA É LINDA!!!, gritava o meu lado compulsivo-louco-intempestivo. Sendo assim, respirei, fechei os olhos e me joguei naquela armadilha.

A garota que me atendeu usava uma sombra azul nos olhos de maneira beeeemmmmm carregada e tinha uma sobrancelha beeeemmmmm fininha, estilo anos 20. Foi mais rápida que a loirinha do cabelo esticado. Lançou a corda invisível em direção ao meu pescoço e deu três passos-alados, colocando-se em minha frente após derrubar todos os seus inimigos (outras vendedoras). Previsivelmente disse o seu nome e perguntou se poderia ajudar, blá, blá, blá.

Foi duro convencê-la de que eu queria somente aquela blusa. O desespero dela era tamanho que ela jurava que eu iria ficar ótima em uma blusa estampada de oncinha. Eu desejei desdenhar produzindo um sonoro “pfffffff”, mas consegui me conter. Os meus pensamentos obviamente foram “Oi?” “Hã?” “brigada, benhê, mas hoje não”. Porém, decidi responder educadamente que eu só estava interessada naquela blusa.

Saí de lá com aquela estranha sensação de felicidade. Sim, é fútil, mas li recentemente que fazer compras aumenta a produção de serotonina, substância “mágica” que melhora o humor. Aviso a quem adora condenar: estou bem longe de ser uma mulher compulsiva. Controlo, sim, os meus gastos e tenho como lema: “cartão de crédito é a imagem da besta”!

Portanto, nem venham com o velho papo de que a atividade física também aumenta a produção de serotonina. A blusa é linda, juro! E comprá-la foi infinitamente mais divertido e prazeroso do que 40 minutos na esteira.

Palavras mágicas que melhoram o humor de qualquer mulher:

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Música no escuro

O meu cabelo cresceu demais. Acabou a pasta de dente. Eu engordei (muito!). Há uma espinha no meu queixo e duas bolhas no mesmo pé. No estacionamento da fábrica, os borrachudos comeram metade da minha perna. As plantas morreram. Esqueci de programar o pagamento do cartão, do gás, do celular e do condomínio. Um dos meus copos preferidos quebrou. Já rolou o evento com o “homi du pudê”, companheiros. A Sofia fez um ano. O primeiro dente da Roberta caiu. A Giu ta com cara de quem está apaixonada. A Marina me deu um desenho e assinou com a inicial de seu nome. O taxista que me pegou no aeroporto não parava de falar. A missa demorou demais. O móvel novo chegará sábado. O silêncio característico e eterno de uma certa pessoa é ensurdecedor. Eu completei a coleção, dona Bloom. O imposto aumento. A minha meia nova é linda. Ouvir Nana Caymmi no escuro é sensacional. Eu estou feliz. Eu estou triste. Eu estou cansada. Eu vou comprar mais uma meia, porque o Lula já foi e, além do mais, “resposta ao tempo”, da Nana, é irritantemente linda.

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Ar condicionado

Nas últimas semanas mergulhei na complexidade das minhas escolhas. Tentei ignorar, olhar por um ângulo diferente, fazer o jogo do contente e também tocar, desenhando de forma racional e mecânica. Não me convenci.

Tenho priorizado o que eu menos quero, tenho dado atenção a coisas que não têm a menor importância e curtido o que há de mais verdadeiro nesta vida com uma freqüência cada vez menor. Saudade de pai, mãe, irmãos, sobrinhas, cachorro. Saudade de fazer coisas banais, sem pressa, como cortar a unha do pé, sentada no chão, acompanhando a letra de uma música.

O mundinho bem imundo do ar condicionado tem tirado de mim tudo o que eu valorizo, prezo e quero. Desgasta, frustra, tira a espontaneidade, a graciosidade e, o pior, me afasta de tudo aquilo que acredito ou desejo.

Fase de contrariedade, de densidade superlativa.

Denso e vazio. É assim que está. E frio também.

Por favor, desliguem o ar condicionado.

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