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Archive for agosto \25\UTC 2009

Pneus, toalhas e afins

Eu não conheço uma viva alma que goste de ir a supermercados. Bastante compreensível, porque todos os contras que se possa imaginar estão lá. Eu mesma odeio, principalmente aqueles do tipo hipermercado, com milhares de gôndolas. Aqui na Mooca, pertíssimo de casa, tem um mercado do jeito que eu gosto: com no máximo oito corredores, preços nada exorbitantes, boa variedade de produtos e funcionários educados.

Mas hoje, após séculos sem pisar em um hipermercado, tive a infelicidade de dar uma passadinha em um daqueles da grande rede do Sêo Abílio Diniz, que fica dentro de um shopping. Achei que não seria tão mal, até porque eu estava lá mesmo e precisava comprar dois itens. Ao chegar, tive de entregar duas sacolas para o empacotador enfiar tudo em um saco plástico e lacrá-lo, como se eu fosse uma das maiores bandidas do país. Adentrei no recinto sem pegar carrinho algum, porque eu só precisava de dois itens. Pois bem, os dois itens viraram 17 produtos.

Isso porque eu pirei na seção de cama, mesa e banho. As toalhas de banho estavam em uma promoção do tipo “fabulosa” e eu não queria perder a chance. Me joguei na liquidação e quase pirei com tudo aquilo. Peguei seis delas (todas as cores “ornando” entre si, claro!)

De lá foi um pulo para ir à seção “banho e afins”, DVDs, plantas, bomboniere e…porra, até pneus eu vi. Não me pergunte, mas eu fui à gôndola dos pneus. Isso tudo segurando toalhas, shampoo, alguns doces e os meus sapatos recém-adquiridos acondicionados dentro daquele saco plástico medonho e lacrado. Sei lá o que eu parecia. No momento em que o celular tocou, eu tive que sentar em um cantinho e amontoar tudo. RI – DÍ –CU – LA. Simples assim. Ainda bem que eu não comprei os pneus.

Na hora em que eu tive de ir atrás dos dois únicos itens que faziam parte do plano inicial, eu já estava exausta, pedindo uma trégua,um carrinho e patins. Os produtos que eu precisava estavam no extremo norte do supermercado, a 689 léguas de onde eu estava. Tinham, no mínimo, 289 gôndolas para percorrer. Quis chamar a minha mãe ou deixar tudo lá, naquele canto mesmo e sair sem levar nada. Mas fui determinada e cheguei ao meu objetivo, toda esbaforida e prometendo nunca mais voltar em um lugar como aquele. As filas eram imensas, as minhas pernas estavam doloridas e a mocinha do caixa era bem maleducada. Pelo menos as toalhas são o máximo.

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Uau! esse aí aproveitou uma mega liquidação de pneus!

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Minha declaração

Enfrento contradições, medos e sofrimentos típicos de quem nunca soube lidar com despedidas e muito menos saudade. Lembrar de certas pessoas e me despedir de algumas delas só não é mais doloroso porque irei levá-las para a minha vida toda. Levo no coração, na alma e nas eternas lembranças. E são eternas como o tempo, assim como escreveu Vinícius na última frase de sua “Poética”: o meu tempo é quando. Frase que representa tudo aquilo que é eterno, independente da época ou do lugar vivido, e muito menos por quanto tempo viveu, porque certas pessoas e situações marcam para sempre.

Se “o meu tempo é quando” representa o eterno, então não há outra maneira para traduzir exatamente o que sinto em relação a tudo o que determinadas pessoas causaram em minha vida. Espero que tenham se dado conta. Depois de tudo o que fizeram, eu nunca mais fui a mesma. Ainda bem.

Obrigada por terem despertado em mim tudo o que sou ou passei a ser.

Amo vocês.

julho 09 201

A frase, tatuada ontem, foi dita há muito tempo no elevador do prédio da Av. Angélica por uma das pessoas mais encantadoras que já conheci. Na ocasião eu não tinha a mais vaga idéia do quanto tal frase poderia significar. Hoje, mais do que a melhor tradução, é a minha declaração e o meu eterno agradecimento.

julho 09 198

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Ela não esperava receber flores, nada disso. Mas jamais imaginaria que não haveria sinal algum, em tempo algum. 

Mesmo depois de tanto tempo ela ainda não sabe o que fazer com todas as coisas que ela quer te contar e, principalmente, com tudo aquilo que sente por você. Sem contar com as coisas que ela quer saber de você. Ouvir, se possível.

Ela não entende como pode sentir tanto a sua falta e se ilude para seguir em frente, porque muitas vezes as lembranças não são suficientes como parecem ser em algumas vezes. Se o encontrasse, se recebesse alguma carta, se ouvisse sua voz agora mesmo e você perguntasse “Como você está?”, acho que ela conseguiria apenas responder: sem saber de você há 17 meses.

Muitas vezes você está em todos os lugares e, acredite, em todas essas vezes ela o odeia por isso, porque não faz o menor sentido. São ilusões. E ela sabe muito bem o que as ilusões representam. Mas não entende porque você ainda se faz presente.

Ela não sabe se lhe falta coragem, mas se assusta por sobrar tanto silêncio.

Luz versus luz

de ilusão em ilusão
até a desilusão
é um passo sem solução
um abraço
um abismo
um
soluço
adeus a tudo que é bom
quem parece são não é
e os que não parecem são

Paulo Leminski

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