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Archive for setembro \29\UTC 2009

Eu tinha 19 anos quando fiz a minha primeira viagem “pro estrangeiro”. O destino era Orlando, a cidade que abriga o mundo fabuloso da Disney. Eu estava tão ansiosa em “andar de avião” que, ao adentrar no possante, lembro-me que pensei: eu nem preciso ir mais à Disney. Viajar de avião vai valer por tudo!

É claro que tal pensamento se tornou menor do que já é quando me deparei com aquele universo – que foge de todo o tipo de imaginação que se possa ter. É um mundo à parte, definitivamente. Eu não fugi do óbvio e chorei na noite dos fogos ao som de when you wish a upon star e corri, sim, atrás do Pateta para tirar uma foto e pedir um autógrafo. Era ele sim, juro!

No alto dos meus 19 anos, eu me diverti como uma criança ensandecida de no máximo 8 anos ao lado da minha irmã, que me convenceu de ir à terra da fantasia após a sua ida um ano antes. Fiquei louca, louca, na xícara da Alice, na atração da Pequena Sereia e amei com toda a força do meu coração todas as atrações da Universal, especialmente a do ”De volta para o futuro”. A viagem ao lado da Guna foi divertidíssima e eu a agradeço todos os dias por ela ter garantido que eu não só iria amar o lugar como iria desejar voltar todos os anos.

A volta para casa foi dolorida que só. Ri de mim mesma ao lembrar que eu nunca havia sequer sonhado em fazer aquela viagem, porque achava fútil, boba e infantil. Os americanos fazem coisas que eu muitas vezes contesto e reprovo, mas a Disney, meus caros, foi sim a melhor invenção deles e um dos melhores momentos da minha vida.

Foi há muito tempo, mas as lembranças latejam em mim mais do que deveriam. Voltaram com força total esta semana, com a vinda da Val querida que me trouxe uma lembrancinha tipicamente linda de lá e a minha encomenda: o meu querido iPod. Essa pequena revolução tem tomado o meu tempo com tantas funções e com tamanha capacidade: mais de oito mil músicas podem ser armazenadas naquele aparelhinho que cabe na palma da minha mão.

A seleção de músicas já tem sido feita e armazenada. Além de João Bosco, Elis Regina e Oswaldão, inseri – sem medo de ser feliz, o tema da Disney. Só para reviver aquilo tudo e ter a mesma sensação vivida há 15 anos -, tempo que levarei para armazenar tudo o que eu quero ouvir.

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Eu com 19 anos, espírito de 8, na Disney – onde eu, muito em breve, hei de voltar.
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Há muita gente que contesta, mas eu a-do-ro o programa Irritando Fernanda Young,  especialmente a apresentadora. Gosto da Fernanda, de sua linguagem, das crônicas que ela escrevia em uma revista mensal, do humor ácido, sarcástico e negro que ela e seu marido, Alexandre Machado, inserem nos roteiros de Os Normais. Declaro, portanto, que gosto dela e pronto.

Em sua última entrevista, a convidada e o papo me intrigaram. “Casamento de verdade é aquele com papéis assinados, conta bancária conjunta e móveis comprados pelo casal”, dizia a entrevistada. Na hora, tudo o que pensei foi           “FO-DEU! O meu casamento é uma farsa!”. Com exceção dos papéis assinados, não tenho uma conta-conjunta com o Frango e todos os móveis que entraram aqui foi um ou outro quem comprou. Tanto que ele teve um troço quando se deparou com a minha poltrona querida e predileta. Ainda mais porque liguei para ele e pedi para que me buscasse na agência por conta de “uma coisinha” que eu havia comprado. Mas vou abafar o caso, porque essa história dá um livro.

O Oscar ficou por conta da penteadeira recém adquirida. Eu jamais desejei tal artefato, mas rolou uma química entre nós desde o primeiro momento. Ela ia ser doada e lembro-me que pensei na hora: “você acaba de ganhar um lar, queridona!” O plano de convencimento foi digno de outro Oscar. Todos os dramas foram feitos pelo Sr. Frango e uma das frases foi: se a penteadeira entrar, você sai!

O quarto era o único lugar que o tal móvel poderia ficar, onde até então só havia a cama imensa e os dois criados mudos. Enquanto ela era restaurada por Paulo Flores, o mocinho que deu um toque final no móvel, eu ouvia: “onde você vai enfiar aquela jabiraca, dona Paola Del Monaco?!” E a cada dia eu empurrava um pouquinho a cama para ganhar espaço ao meu lado. Cinco dias depois ele esbravejou: você pensa que eu não tenho percebido que o meu lado livre tem diminuído, dona Paola Del Monaco?

Para encurtar a história: a penteadeira chegou, o Sr. Frango ficou com 60 cm de espaço livre para circular e ele acabou gostando da penteadeira ao se deparar com um espelho em nosso quarto. Enquanto eu contemplava toda bobona o móvel estilo provençal, o Sr. Frango alimentava pensamentos sujos devido ao espelho.

Por isso, creio que casamento verdadeiro seja aquele em que cada um mantém um ponto de vista ( harmônico, óbvio)  mesmo que seja diferente um do outro. Talvez a fórmula para um casamento verdadeiro seja, portanto, a soma do bom humor + tolerância + sexo, claro!

DSC00532Essa poltrona aí foi o motivo do primeiro troço que o Frango teve…Mas não é linda?
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A penteadeira foi mais difícil convencer. Mas nada como a forma de pensar do homem: ele pensa com a cabeça do seu amigo pênis, não tem jeito, e no meu caso foi melhor pra mim, para a pentedeira e para ele.

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Pérolas do Frango

Da série “Pérolas do Frango”, o meu excelentíssimo marido:

eu: amor, tô no supermercado. Quer alguma coisa?

marido: hum…traz a gostosinha do caixa número 6 (!)

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Primeira semana em escola nova ou trabalho novo traz sempre uma das sensações mais incômodas: o medo dos olhares de quem não te conhece.

Não é o meu caso. Comecei há poucos dias em uma área completamente nova, longe do mundo corporativo, e no meu primeiro dia descobri que há um colega que fica ao meu lado direito que é simplesmente o máximo. Logo de cara nos demos bem, porque ele me recepcionou com um sorriso cravado no rosto.

O engraçado foi que assim que batemos o olho um no outro tivemos a mesma certeza: a gente se conhece, e é de longa data. A gente brincou a beça quando eu ia passar as férias em Águas de S.Pedro e também na casa dos meus primos. Eu e o meu irmão também brincávamos com ele em casa.

Não me lembro, mas acho que a gente se distanciou quando eu tinha uns 13 anos ou talvez menos… Fui lembrar dele somente na faculdade, porque os meus amigos achavam que eu tinha uma certa semelhança com essa figura. Na época os meus cabelos lembravam bastante os dele. Como ele tem uma particularidade nas mãos, o pessoal pedia para eu imitá-lo e eu, claro, ficava brava.

E depois de tanto tempo, quem diria? Somos amigos de trabalho e compartilhamos idéias geniais. É bem verdade que eu me intrigo um pouco com o fato de o cara manter aquela cara risonha o tempo inteiro, mas eu prefiro assim. Ele deixa o dia mais leve e faz com que eu comece a minha rotina com a mesma sensação que eu tinha em Águas de S.Pedro ou na casa dos meus primos: a de que estamos sempre nos divertindo.

Abaixo apresento o meu novo e velho amigo Playmobil, a quem chamo carinhosamente, e com a maior intimidade do mundo, de Bil.

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El bigodón

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Antes de o Fantástico transmitir a reportagem sobre o seu paradeiro, meu caro rapaz-latino-americano-sem-dinheiro-no-banco, muito se especulou. Todas as pistas, a maioria incontestável, foram divulgadas. Confesso que ri muito quando este site aqui destacou uma foto afirmando ser o seu bigode sobrevoando o Sertão do Cariri. Alguns disseram que você estava na ilha de lost, como mostra essa foto, assim como afirmaram que você havia ido para este lugar (!)

Grandes desafios foram lançados, como mostra essa ilustração, e o seu rosto também aparece na capa do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. Um jornal de Pernambuco lançou campanha e tudo, publicando na capa de uma de suas edições “A gente paga uma cerveja para quem achar o Belchior”. Ainda bem que não colaram sua foto em um grande cartaz com o famigerado “Procura-se: Vivo ou Morto”. Pois é, durante muitos dias o Brasil não cansou de perguntar “cadê o Belchior” e, juro, até o britânico The Guardian se juntou ao coro.

Gosto de suas composições, especialmente “como os nossos pais” e mesmo aquelas que muita gente tira sarro dizendo que suas interpretações são feitas de maneira atropelada, que você encaixa milhares de sílabas em um único arranjo. Nem aí pra eles, ó!

Minha admiração por você, meu caro, aumentou quando você disse, com muita maestria e simplicidade, que não aceitava falar sobre o que considera de caráter privado. Sensacional.

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