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Archive for fevereiro \21\UTC 2010

O Frango, de novo e sempre

Tanta gente já passou na minha vida, em tempos diferentes, que muitas delas só ficaram nas lembranças. Os motivos vão desde mudança de bairro à mudança de vida. Pensei nas minhas amigas de colégio, nos amigos da rua, na turma da praia, nos professores que tive, nos colegas da faculdade e nos das agências que trabalhei. E pensei também naqueles que fui perdidamente apaixonada.

Outro dia lembrei dos meninos que chegaram a declarar a paixão que sentiam por mim. Lembrei do Marcinho, do Alex, do Stones, do William e do Tchello. O Marcinho não foi direto, mas falou para o meu irmão, o Alex espalhou para a turma inteira que gostava de mim e depois escreveu um bilhete me pedindo em namoro. O Stones fez poesia, desenhos e o William chegou na chincha. Desses eu gostei do Marcinho e do Tchello, mas só fiquei com o Tchello porque eu e o Marcio tínhamos no máximo dez anos quando “nos apaixonamos” e naquela época os tempos eram beeeeem diferentes. Já o Tchello apareceu quando eu tinha uns 16 anos. Não deu muito certo porque nossas casas ficavam a 20 quilômetros de distância uma da outra e ele, mesmo sendo maior, não tinha carro. Uma pena, porque ele era todo romântico, cantava um monte de música bonita, lia muitos livros e era todo intelectual. Além disso, era “um homem” de 21 anos, com seus 1.80 de altura, tinha barba cerrada, olhos claros e…nossa, era um partidão! Mas vamos combinar que não dá para atravessar a cidade todo o final de semana e ficar só nos beijos. O mocinho não teve a menor paciência.

Um outro que despertou em mim uma paixão mais do que louca foi um moço alto, dessa vez 12 anos mais velho do que eu e que era muito mais do que romântico. Ele era poeta. O problema não foi só a diferença de idade (ele com 31 e eu com 19) nem a ausência de um automóvel. Ele tinha carro, mas morava a mais de 6 mil quilômetros de distância da minha casa. Foi o meu primeiro amor e foi quem despertou muito do que sou ainda. Talvez seja por essa razão que a gente nunca esquece o primeiro amor.

Mas houve outros amores também inesquecíveis. Teve um que eu fui capaz de sentir muito e tanto que eu não sabia o que fazer com. Ele era bem presente e mais tarde passou a me faltar por inteiro. Mesmo assim me preencheu com novos significados.

O que ficou desses amores e dessas paixões foram lembranças tão boas que por esta razão eu gosto de relembrá-las. E o que me deixa realmente feliz é saber que isso tudo também fez parte da minha realidade.  

Hoje o amor responsável por boa parte da minha alegria não é poeta, não é romântico e não é tão mais velho do que eu. Mas é tão único e tão especial que desejo viver até ficarmos bem velhinhos. Ele é o Frango, o marido mais engraçado do mundo, que faz comidinhas deliciosas pra mim, que deixa mais da metade da cama pra mim, que faz da minha rotina a melhor das melhores, que dança comigo na garagem, que imita buzina de caminhão quando passa nos túneis das estradas…enfim, é o Frango. Quem conhece sabe sobre o que e de quem eu estou falando.

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