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Archive for junho \06\UTC 2011

Paradoxo

Quando eu quis o amor ele não apareceu, aliás me ignorou com um silêncio ensurdecedor. Aí eu achei que havia crescido, que era dona das rédeas, que tinha o controle absoluto e poderia traçar o que eu quisesse. Nada disso. Obviamente, para pensar assim, eu não tinha crescido porcaria nenhuma. A vida foi lá e me deu uma chacoalhada, um susto e uma segunda chance. Sabe lá o por quê de ter uma segunda chance, porém eu tive.

Desapegada e completamente decidida eu não mais esperar o amor ou ir em busca de. Planejei, mas nada do que eu havia imaginado aconteceu do jeito que eu havia desejado e desenhado. Aconteceu de uma forma bem melhor. Terceira chance? Sei lá. Abracei as incertezas e segui o que não tracei.

De lá pra cá devo ter tido 759 milhões de novas chances e muitas agarrei, aproveitei, me esbaldei e lambi os beiços. Quebrei a cara também. O que tracei, não aconteceu e, quando não vi o lado bom, me frustrei.

Atualmente, uma das questões que tento lidar é tão confusa e, ao mesmo tempo, tão clara que, sinceramente, tenho preguiça de entender. A questão me deixa confusa, me deixa feliz, me deixa extremamente angustiada e aliviada. Bancar a adolescente noiada e rebelde não dá, porque na altura do campeonato vai parecer no mínimo patético. Além do mais, não sou adolescente. É, é patético, não disse? Mas eu também não consigo bancar a cabeça aberta e suuuuuper entender. O paradoxo me dá muita preguiça.

Eu sou um paradoxo, mas quem não é?

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