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Archive for the ‘Sem-categoria’ Category

Achei que fosse apenas uma fase estressante, porque eu precisava atuar em uma área cuja habilidade técnica e experiência não tinha. Mas o entusiasmo pela chance que me deram e por mil oportunidades que eu poderia ter eram incríveis e inúmeras. Medo? Eu tinha, sim, mas o entusiasmo em aprender e em arrasar me moviam plenamente.

Três meses depois, sozinha em ter que fazer recomendações e executar as propostas e projetos – sem capacidade alguma – transformaram a minha rotina em dias estressantes, exaustivos e cheios de pressão. Da minha parte e da do meu gestor.

Não demorou muito para aquilo virar um pandemônio. Seis meses depois eu me vi bem triste, mas achava que eu só precisava de férias. Cansada, triste e exausta mentalmente, os primeiros sintomas começaram a aparecer: minhas mãos suavam e eu não tinha mais apetite.

Depois vieram as angústias na hora de dormir. Era tão extrema que eu parecia uma menina com medo de fazer a prova de matemática no dia seguinte, cheia de insegurança porque tinha certeza que iria falhar, tomar zero, ser exposta pelo professor, julgada pelos amiguinhos… Era uma frustração e uma tristeza infinita. Eu ia dormir com essa sensação.

No caminho do trabalho me sentia a mais incompetente, a mais burra, a mais farsante, a mais patética, a não merecedora de estar em uma companhia multinacional.
A pressão aumentava e a minha incapacidade técnica não ajudava em prazos. Para fazer rápido, a qualidade não era a esperada. O desespero tomou conta da minha concentração, foco e memória e, assim os erros começavam a surgir, dos mais primários aos mais absurdos. Eu sempre estava aflita.

Angustiada, aflita, mãos suadas, dores abdominais, apetite e auto-estima zero, outros sintomas assustadores vieram à tona: batimentos cardíacos aceleradíssimos, zumbidos, diarreias, vômitos e um medo absurdo em morrer tendo um AVC ou enfarto.

Os tremores nas mãos eram tão incontroláveis que já não mais conseguia segurar copos de café ou de água. Eu estava tão exausta, que até conseguia dormir rapidamente, apesar da angústia, mas as 3h27 da manhã eu sempre acordava e só ia dormir depois das 5h, para acordar as 6h e ir trabalhar naquele looping violento e insano.

Cheguei a pesar 39 kilos (!).

O dia que meus pais vieram em casa, numa visita rotineira, desabei a chorar e pedi ajuda, porque eu tinha a mais absoluta certeza de que eu iria morrer. Pedir ajuda foi o melhor que fiz. Admitir pra mim mesma que não era apenas uma fase e que eu estava realmente doente foi o melhor passo.

No consultório da psiquiatra, fui diagnosticada com transtorno depressivo ansioso (f.41.2).

Como cheguei até aqui?  Por que eu ? Mas eu sou tão alto astral, tão feliz, tão realizada…Por que deixei  um gestor me violentar tanto com seus joguinhos de terror psicológico? Por que não pedi ajuda antes? E agora? Vou sair desta?

Essas e tantas outras foram as perguntas que me fiz em outubro de 2017 e que têm sido respondidas somente agora. É um processo longo a ser percorrido, mas extremamente necessário, sobretudo, para me fortalecer, descobrir o que realmente preciso para ser feliz, sem arriscar a minha saúde e tomar decisões assertivas..

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Eu me arrisco a

Eu me arrisco a dizer que todo mundo já teve um grande sonho e, por diferentes razões, não o realizou.

Eu já quis ser mochileira, morar fora do Brasil e explorar o mundo até conseguir falar pelo menos 4 idiomas.

Eu já quis ter um café charmoso, uma livraria e uma creperia no melhor estilo francês. Sem contar os sonhos de criança, tão graciosos e cheios de inocência, quando quis ser desde astronauta a cientista maluca.

Eu já quis ser mãe e não consegui.

Desejei muito ter uma casa exatamente como a que eu moro. Na verdade, onde moro é ainda melhor que a do meu sonho e realizei quando eu menos esperava.

Desejei, com toda a força do meu coração trabalhar em uma multinacional. E também, quando eu menos esperava, lá estava eu sentada em frente a uma headhunter, sendo avaliada e posteriormente encaminhada às duas entrevistas que mudaram a minha vida e que, enfim, garantiram a conquista de um grande sonho meu.

Eu me arrisco a dizer que todo mundo já teve um sonho e que depois de um certo tempo viu que aquilo não fazia mais o menor sentido.

Me arrisco a dizer que há muito eu não me sentia tão confiante, tão pé no chão, tão decidida, tão comprometida e tão certa.

Me arrisco a dizer que estou mais lúcida, mais segura e o melhor: resgatando o que há de melhor em mim.

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Descobertas

Em uma certa altura da vida a gente descobre que as coisas mais óbvias doem mais do que as que a gente nem esperava. Nenhuma felicidade pode ser completa. Essa é uma das verdades mais óbvias e doloridas. E o que dizer quando abrimos mão de uma felicidade que nos completa em nome da felicidade de uma outra pessoa ?
Para quem acha que essa é uma escolha de quem tem medo de ser feliz, acredite, não é. É o significado do amor mais puro.

Abrir mão da felicidade dói, claro que dói. Dói por saber que a dor não passa. Aliás, dói saber que nenhuma dor passa. Certas dores só adormecem. Há dores que caem no sono eterno. Em compensação, outras despertam tão facilmente que dá medo de ligar a luz. A pior, sem dúvida, é viver aquela que tem insônia, que não descansa e nem prega o olho. É a dor constante, aquela que potencializa a nossa impotência e é tão irreversível quanto a nossa incapacidade para lidar.

A esta altura da vida descobri que não existem músicas para ninar dores eternamente constantes.

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Paradoxo

Quando eu quis o amor ele não apareceu, aliás me ignorou com um silêncio ensurdecedor. Aí eu achei que havia crescido, que era dona das rédeas, que tinha o controle absoluto e poderia traçar o que eu quisesse. Nada disso. Obviamente, para pensar assim, eu não tinha crescido porcaria nenhuma. A vida foi lá e me deu uma chacoalhada, um susto e uma segunda chance. Sabe lá o por quê de ter uma segunda chance, porém eu tive.

Desapegada e completamente decidida eu não mais esperar o amor ou ir em busca de. Planejei, mas nada do que eu havia imaginado aconteceu do jeito que eu havia desejado e desenhado. Aconteceu de uma forma bem melhor. Terceira chance? Sei lá. Abracei as incertezas e segui o que não tracei.

De lá pra cá devo ter tido 759 milhões de novas chances e muitas agarrei, aproveitei, me esbaldei e lambi os beiços. Quebrei a cara também. O que tracei, não aconteceu e, quando não vi o lado bom, me frustrei.

Atualmente, uma das questões que tento lidar é tão confusa e, ao mesmo tempo, tão clara que, sinceramente, tenho preguiça de entender. A questão me deixa confusa, me deixa feliz, me deixa extremamente angustiada e aliviada. Bancar a adolescente noiada e rebelde não dá, porque na altura do campeonato vai parecer no mínimo patético. Além do mais, não sou adolescente. É, é patético, não disse? Mas eu também não consigo bancar a cabeça aberta e suuuuuper entender. O paradoxo me dá muita preguiça.

Eu sou um paradoxo, mas quem não é?

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A Guna

Ela sempre foi muito disciplinada, estudiosa, caprichosa e responsável. Minha mãe não poderia ter menos orgulho de uma filha como ela, afinal espera-se da filha mais velha, em geral ou na teoria, que ela seja o exemplo para os mais novos. A Dri sempre foi.

Seus cadernos vinham decorados com sua letra grande, redonda e cheia de caprichos para ninguém botar defeito. Estudiosa como ela, eu não conheci ninguém. Nas vésperas das provas deixava todo mundo lá de casa louco. Acendíamos velas, rezávamos, pedíamos a calma para ela vencer o desespero e fazer a prova tranqüila, já que as apostilas ficavam manchadas pelas suas lágrimas. Quando ela chorava a gente tinha a impressão que ela faria a pior das provas e, consequentemente, teria um dos piores resultados. Mas no final tudo dava certo e ela sempre tirava notas máximas. Tínhamos vontade e esganá-la e não parabenizá-la. Era sempre assim. Prova era sinônimo de muito estudo, choro e velas. E notas altas.

Por ser a mais velha, a Guna sempre me ajudou em matérias que eu “perigava” e me ajudava nas lições de inglês, já que tinha anos de estudo na minha frente.

Foi ela quem me ensinou a ver as horas. Isso porque eu precisava falar as horas em inglês, mas para isso, era – obviamente – necessário saber responder a tão medonha pergunta: que horas são? Ela, então, pegou uma tampa de uma caixa de sapato, desenhou os números em um círculo e inseriu dois ponteiros móveis. Pacientemente me explicou que o menor apontava as horas e o menor os minutos. Foi bem difícil pra mim, porque eu ainda não havia tido aulas de tabuadas, portanto como saber o tal do 5,10, 15, 20…? Imagina a paciência que a criatura teve que ter comigo. Primeiro me ensinou a tabuada, depois as horas e depois como dizer isso tudo em inglês. Claro que eu queria morrer e achava que o mais fácil seria mesmo andar sem relógio.

Como qualquer dupla e irmãs que se prezem, brigávamos por motivos cretinos e banais. Não me lembro no momento de nenhum específico, mas tínhamos arranca-rabos bem dignos. Daqueles de gritar, de puxar cabelo, de fechar a cara, de jogar coisas uma da outra no chão etc, etc, etc, mas nada fora do comum. A única coisa que lembro na verdade era que eu me vingava, durante as brigas, dando muito soco no urso dela, o Blau Blau, aquela coisa fedida que ela tinha, hahaha.

A gente sempre dividiu o quarto e só deixamos de fazer isso quando ela saiu de casa. Óbvio que a minha bagunça a deixava louca e que eu queria matá-la quando ela ligava a luz na minha cara para escolher a roupa para trabalhar. Mas quando eu entrei na fase do medo, lá pelos meus 10/11 anos, era ela quem me acompanhava até o banheiro, ia comigo à cozinha buscar água e me deixava juntar as nossas camas para eu poder dormir grudada nela.

E apesar de ser esse poço de disciplina, quase militar, a Dri sempre foi muito, mas muito divertida. Inventava brincadeiras tão sem nexo que é impossível não registrar. Um exemplo: sanduíche de gente. A maluca inventou que eu, meu irmão e os meus primos Luiz Carlos e Ana Luiza deveríamos deitar em um colchonete para ela nos transformar em um saboroso lanche. A gente entrava na dela e obedecíamos. Deitávamos de bruços no meio do colchonete e ela dobrava a parte que sobrava sobre nós, que ficávamos apenas com os pés e as cabeças para fora. Como era o preparo do lanchinho? Ela pulava em cima da gente, óbvio! Era a maior festa, porque ela dizia, entre gargalhadas: essa salsicha aqui tá estranha e precisa ser triturada mais um pouquinho! Ela tinha umas ideias bem questionáveis como eu já disse aqui, mas isso não vem ao caso porque hoje é um dia bem especial.

Também foi ideia dela o diálogo do idioma que não existe. E pensa que éramos crianças? Nã na ni na nã. Tínhamos uns 20 e poucos anos e do nada ela perguntava: verishinakoviski? E eu respondia: sim, kansblesgastam. E ríamos até ficar com dor no estômago, chorar de rir e quase fazer xixi nas calças. É ainda muito comum falarmos assim, rá!

Ela sempre amou sorvete de flocos, bolo de nozes e das músicas do Lulu Santos. Lembro que ela montou uma pasta de dar inveja a qualquer um com todas as matérias, notas e fotos publicadas sobre o último romântico.

Foi sempre delicada, chorona e…fresca. Nossa, ela nunca tirava o lixo e jamais ia à padaria comprar pão e eite. Guna chata! E sempre foi nóia. Ela demorava horas para se arrumar e perguntava horas se estava bom, se o cabelo estava legal, se o sapato combinava, se isso, se aquilo.

Chata, nóia, fresquinha, patricinha e perfeitinha, a Guna é a melhor irmã do mundo. Amorosa, carinhosa, engraçada, divertida e generosa. Foi ela quem pagou a mensalidade do meu 3 colegial inteirinho só para eu concluir os estudos em um bom colégio e ao lado das minhas amigas. Foi com ela que eu me esbaldei na Disney…Ela foi uma das que não arredou o pé quando eu operei e precisei de ajuda no hospital, no banho, no cuidado com o curativo. Sempre muito maezona, cuidou de mim como tal.

E como tal, ela é a mãe mais engraçada que tem nessa vida. Ela imita o barulho de um liquidificador de uma forma tão engraçada que eu me pego pensando: cara, da onde é que isso aí saiu? Essa pessoa é uma executiva super respeitada de uma das multinacionais mais importantes do país. Sim, eu juro por Deus que essa executiva aí brinca com suas filhas fazendo uns grunhidos super esquisitos(!).

É essa maluca aí que também me escreve cartinhas, cartões e e-mails iniciando a mensagem exatamente assim: querida Hermãn…

Ah e ela é cheia das surpresas. Duas semanas antes de eu me casar, o Frango me ligou insistindo muito para eu passar em nosso apartamento. Muito contrariada fui até lá, no meio da semana. O motivo? Coisas que só uma Guna faz por você. Ao abrir a porta daquele apartamento vazio e tomado pelo eco, me deparei com compras de supermercado feitas por ela. Era produto que não acabava mais no meio da sala. A geladeira? Cheia de guloseimas deliciosas, como o danete edição limitada sabor Sensação, o meu preferido. Tinha suco, manteiga, requeijão, ovos… Eu simplesmente não acreditava naquilo. Chorei litros abraçada ao confort, ao papel higiênico, aos produtos de limpeza, aos deliciosos biscoitos, ao macarrão, ao molho…

A Guna é assim. Não há adjetivos, só sei que Deus foi bom em colocar em meu caminho uma hermãn como ela.

Guna-lagartixa-branca, te amo mais que tudo e você sabe disso. Obrigada pelas horas dedicadas a mim, pelas horas ensinadas e por todas as horas presente ao meu lado e no meu coração.
Feliz aniversário, minha linda.
Bjs.,


Guna lagartixa branca ao lado de suas melhores criações

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Bati o carro. Pura barbeiragem, daquelas que o inconformismo se torna infinitamente maior que o prejuízo financeiro. A cagada foi tamanha que não tem como não se sentir uma loser-cabeçuda de marca maior.

Sem contar a vergonha. Dava para ver os balões dos pensamentos saltando da cabeça de cada testemunha: “tinha que ser mulher!”; “olha que moça mais sem noção!”; “eh, dona Maria, vai pilotar fogão, porque carro não é pro seu bico!”, dentre outras que sequer quero registrar aqui.

Encostei o carro para falar com o taxista, minha vítima. O nome dele é Zezão, não por acaso, pois o cara, de tão grande, não parava de sair do carro. Era Zezão que não acabava mais. Dois metros de altura, fácil, fácil. Me olhou do alto de seu gigantismo com cara de pouquíssimos amigos. Nem preciso dizer que pedi perdão por todos os males que causei nessa e na minha vida passada. Mas quando vi o carro dele, tive vontade de dizer: amigão, não foi nada. Tá me ouvindo aí de cima, oh grandão? Não foi na – da! Nadica de nada. Passar bem e esqueça o meu pedido de desculpas.

Eu devo desculpas mesmo ao meu carro, esse sim, com o capô semi-arrebentado e pintura do pára-choque danificada. Ahá, essa é a questão. A minha pintura estava carimbada no pára-choque do carro dele. Coisa boba, mas não para o Zezão, que deve passar paninho a toda hora para ilustrar o seu carro. Vontade de sentar cinco dedos na cara do cidadão!

Tá, tá e tá. A colisão rolou por minha causa, minha culpa, toda minha e somente minha culpa. Mas convenhamos, Zezão, a Teodoro Sampaio está toda parada porque o senhor tá com essa cara de merda olhando as minúsculas pintinhas carimbadas em seu carro. Tá, já sei, pintinhas carimbadas por conta do meu descuido, todo e somente meu descuido. Anota a minha placa aí, o meu celular e me liga depois. Pode ser?

Não, não pode. Não pode porque o Zezão resolveu abrir o porta mala. Santo Deus, será que ele vai pegar um taco para resolver a questão? Nem precisa, viu meu querido. Se vc fechar a mão e fizer cabóing na minha cabeça, eu viro, no mesmo instante, tampinha de garrafa amassada e grudada no asfalto.

E lá vamos nós. Zezão resolve abrir e fechar o porta mala para ver se está tudo certo. Pediu também para eu acender os faróis do meu carro para iluminar o dele. Argh, sacoooooo! Banquei a desconfiada também e comecei a tirar fotos do carro dele. Vai saber se ele não vai aparecer com o seu Fiat Idea transformado em Fiat 147 da noite para o dia.

O impacto foi relativamente significativo, afinal ele parou e eu não. O barulho forte e seco da batida não sai da minha cabeça que, aliás, beijou levemente o volante. Não deixar o cinto um pouco folgado poderia ter evitado isso, dona Paola Del Monaco. Fica a dica, cretina.

Fui pra casa me xingando por 10 km. Tonta! Tonta! Tonta! Presta mais atenção, Paola Del Monaco! Dá para viajar um pouco menos na maionese, Paola Del Monaco? Vai pilotar fogão, vai Paola Del Monaco! O trânsito, a sua testa, o seu carro e o seu bolso agradecem.

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Passei a reparar nesta merda quando me vi fragilzinha e com vontade de chorar sem motivo algum. Antes os únicos sinais eram apenas a enxaqueca insuportável e o formato do meu cabelo. Sim, o meu cabelo fica uma verdadeira porcaria na semana da TPM. A franja fica toda estrambelhada, fora do lugar, seca, mastigada, sem vida, um verdadeiro horror. Uma falta de respeito.

Anos depois passei a choramingar sem motivo e para não bancar a ridícula segurava o choro, o que resultava numa bola de basquete no meio do peito. Placar: cabelo bosta + enxaqueca + angústia profunda.

De uns tempos pra cá o quadro mudou: mensalmente me sinto uma psicopata-homicida. Sinto ganas em pegar a cabeça de um e bater na pia ininterruptamente, de preferência alternando testa, nariz e dentes – mirando-os na quina da pedra, óbvio.

E é exatamente assim que me sinto essa semana. Com enxaqueca, irritada, com vontade de cuspir em todo mundo e com a porra da franja abalando a minha dignidade. E é impressionante como tudo isso ganha uma proporção descomunal quando alguém te dá motivo. Se o mundo tivesse uma ideia, uma mísera ideia, um cacete de uma ideia do quanto a dona Del Monaco aqui está desequilibrada especificamente nesta semana, o mundo seria um pouco mais cuidadoso. Mas não. Não, o mundo é bem cruel. TAH CERTO, MUNDO, TAH CERTO!!!!

Recado de uma mulher na TPM e ferozmente ciumenta: a tua sorte é que a minha TPM acaba amanhã, porque é enorme a vontade que tenho de pegar a sua cabeça e bater na pia VÁRIAS VEZES até a vontade passar ou a força acabar. Para conhecimento: começo a musculação amanhã mesmo. Só para garantir.

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